Banco Central investiga fiscalização do Banco Master enquanto STF decide competência de inquérito sobre Daniel Vorcaro

​O Banco Central (BC) instaurou uma auditoria interna sigilosa para passar o pente fino em seus próprios processos de fiscalização e liquidação extrajudicial envolvendo o Banco Master, instituição controlada pelo banqueiro Daniel Vorcaro. A investigação foca na possível demora da área técnica em detectar o crescimento desproporcional de operações de risco que culminaram na intervenção da autarquia.

​Auditoria e o “delay” na fiscalização

​De acordo com informações confirmadas pela área econômica e pelo jornalista Valdo Cruz, o BC busca entender se houve falha sistêmica ou omissão no monitoramento da saúde financeira da instituição. O ponto central da auditoria é o cronograma de ações: por que os alertas vermelhos não soaram antes que a exposição ao risco se tornasse insustentável?

​O embate jurídico no STF

​Enquanto o Banco Central olha para dentro, o cenário jurídico externo se complica. O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) para uma definição crucial: a competência das investigações envolvendo o banco e influenciadores digitais.

  • A dúvida: O caso deve permanecer sob o foro do STF ou ser declinado para a primeira instância?
  • O contexto: A investigação apura possíveis irregularidades e movimentações atípicas que conectam a gestão de Vorcaro a redes de influência.
  • A manifestação: Toffoli aguarda o parecer do Procurador-Geral, Paulo Gonet, para decidir se o processo segue em Brasília ou se desce para a justiça comum, o que pode alterar drasticamente o ritmo e o rigor das apurações.

​Por que isso importa?

​O Banco Master tem sido protagonista de uma expansão agressiva no mercado financeiro brasileiro nos últimos anos, e qualquer fragilidade apontada pelo órgão regulador (BC) ou pela Justiça impacta diretamente a credibilidade do sistema bancário nacional.

​”A auditoria interna no BC é um procedimento padrão em casos de liquidação, mas a pressão política e a visibilidade do caso Master elevam o tom da cobrança por transparência”, afirma fonte próxima ao processo.

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