O ex-presidente Jair Bolsonaro permanece internado no Hospital DF Star, em Brasília, onde deve ser submetido a um novo procedimento médico nesta segunda-feira (29). A intervenção faz parte do cronograma para complementar o tratamento iniciado na última semana, visando estabilizar seu quadro clínico após intercorrências no pós-operatório.
Detalhes do quadro clínico e novos sintomas
De acordo com o último boletim médico divulgado pela equipe hospitalar, Bolsonaro apresentou uma noite instável. O ex-presidente sofreu uma nova crise de soluços persistentes e uma alteração na pressão arterial.
Apesar do susto, o hospital informou que o quadro foi controlado durante a madrugada. No momento, o paciente encontra-se:
- Estável do ponto de vista hemodinâmico;
- Sem episódios ativos de soluços;
- Sob monitoramento constante da equipe multidisciplinar.
Histórico da internação
Bolsonaro deu entrada na unidade de saúde no dia 24 de dezembro para a realização de uma cirurgia de correção de hérnia inguinal bilateral. O procedimento principal ocorreu conforme o esperado, mas as crises de soluço — sintoma recorrente no histórico médico do ex-presidente desde o atentado de 2018 — voltaram a se manifestar.
No último sábado (27), ele já havia passado por um bloqueio anestésico do nervo frênico. Essa técnica consiste em “desligar” temporariamente o nervo responsável pelo controle do diafragma, justamente para interromper os espasmos que causam o soluço. O procedimento desta segunda-feira busca consolidar esse bloqueio e garantir que a recuperação da cirurgia de hérnia não seja prejudicada pelo esforço abdominal dos soluços.
O que diz a equipe médica
A equipe liderada pelo cirurgião Antônio Luiz Macedo e pelo cardiologista Ludhmila Hajjar mantém a previsão de que o tratamento seja concluído nos próximos dias, embora ainda não haja uma data confirmada para a alta hospitalar. A prioridade atual é a manutenção da pressão arterial e o conforto respiratório do paciente.
Nota de contexto: O soluço persistente em pacientes com o histórico abdominal de Bolsonaro (que já passou por diversas cirurgias decorrentes da facada em 2018) é tratado com cautela, pois pode causar deiscência (abertura) de pontos internos e dores agudas.







