O cruzamento das chaves da Copa do Mundo de 2026 colocou frentes conhecidas em rota de colisão. Brasil e Japão se enfrentam nesta segunda-feira (29/06), às 14h (horário de Brasília), no NRG Stadium, em Houston (EUA), em partida válida pelos 16 avos de final da competição. O confronto decisivo traz à tona a histórica evolução do futebol japonês, que teve forte influência e DNA de craques brasileiros no passado, mas que hoje se apresenta como uma ameaça real e consolidada no cenário internacional.
Do aprendizado com Zico ao perigo atual
O futebol profissional no Japão foi praticamente moldado por mentes brasileiras. Nos anos 1990, com a fundação da J-League, nomes como Zico, Dunga e Leonardo não apenas jogaram no país, mas ensinaram conceitos táticos, disciplina profissional e ajudaram a criar a estrutura que hoje abastece as principais ligas europeias. Zico, considerado o “Deus do Futebol” por lá devido ao seu trabalho no Kashima Antlers e na própria seleção japonesa, sempre destacou a capacidade de absorção e a evolução técnica dos atletas nipônicos.
A dedicação deu frutos: a seleção japonesa avançou ao mata-mata após terminar em segundo lugar no Grupo F, carimbando sua classificação com um empate em 1 a 1 diante da Suécia.
Alerta ligado para o Brasil
Se no passado o Brasil entrava em campo com amplo favoritismo histórico, o retrospecto recente exige cautela máxima do técnico Dorival Júnior e de seus comandados. No último amistoso realizado entre as duas equipes, no fim de 2025, o Japão conquistou uma virada histórica por 3 a 2 sobre os brasileiros, evidenciando sua principal arma: a velocidade na transição e a disciplina tática para explorar os contra-ataques.
A seleção brasileira chega embalada após avançar em primeiro lugar no Grupo C. O grande trunfo do Brasil atende pelo nome de Vinicius Junior. O camisa 7 e protagonista do Real Madrid vive grande fase no Mundial, acumulando quatro gols na competição (sendo dois deles na última partida da fase de grupos), dividindo a responsabilidade do ataque com Matheus Cunha.
O que esperar do confronto
Especialistas apontam que a paciência será a chave para o Brasil avançar às oitavas de final. A tendência é que a seleção japonesa adote uma postura de forte marcação compacta para acionar seus pontas velozes. Caberá ao talento individual e à criatividade do meio-campo brasileiro furar o bloqueio asiático.
Quem vencer o duelo em Houston garante a vaga na próxima etapa eliminatória e continua vivo no sonho do título mundial nos Estados Unidos.
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