Brasil e Paraguai selam acordo histórico para produção de tilápias no reservatório de Itaipu
Após anos de negociações e entraves ambientais, o governo brasileiro e as autoridades paraguaias chegaram a um consenso para autorizar a piscicultura em tanques-rede no reservatório da Usina Hidrelétrica de Itaipu. A decisão encerra um impasse diplomático e técnico sobre a introdução da tilápia-do-nilo (Oreochromis niloticus) em águas fronteiriças, prometendo transformar a região em um dos maiores polos produtores de peixe do mundo.
O Fim do Impasse Ambiental e Diplomático
O principal obstáculo para o projeto era a classificação da tilápia como uma espécie exótica no ecossistema local. Enquanto o Brasil já permitia a criação em outros reservatórios, o Paraguai e órgãos ambientais brasileiros mantinham cautela sobre o impacto da espécie na biodiversidade nativa do Rio Paraná.
Com o novo entendimento, foram estabelecidos protocolos rigorosos de biossegurança, que incluem:
- Monitoramento da qualidade da água: Para evitar a eutrofização (excesso de nutrientes) causada pela ração.
- Controle genético: Uso preferencial de linhagens que minimizem riscos de hibridização ou escape.
- Zonamento aquícola: Delimitação de áreas específicas onde a profundidade e a correnteza favorecem a dispersão de resíduos.
Impacto Econômico e Social
A expectativa é que a produção no lago de Itaipu gere um incremento imediato na economia da região Oeste do Paraná e nos departamentos paraguaios vizinhos.
- Geração de Empregos: Estima-se a criação de milhares de postos de trabalho diretos e indiretos, desde a produção de alevinos até a industrialização em frigoríficos.
- Exportação: Com o apoio de cooperativas locais (como a C.Vale e Copacol, que já possuem forte atuação no setor), o objetivo é atender a crescente demanda dos Estados Unidos e da Europa por filés de tilápia.
- Segurança Alimentar: O acordo também fortalece a oferta de proteína de alta qualidade para o mercado interno dos dois países.
Novidades e Próximos Passos
As últimas atualizações indicam que o Ministério da Pesca e Aquicultura do Brasil e o Ministério da Agricultura e Pecuária do Paraguai já trabalham na unificação das licenças ambientais. O foco agora volta-se para os pequenos e médios produtores, que devem receber assistência técnica para se adequarem às normas internacionais de sustentabilidade exigidas pelo acordo.
”Este acordo não é apenas comercial, é um marco de integração produtiva que respeita o ecossistema compartilhado por nossas nações”, afirmou uma fonte oficial ligada à Itaipu Binacional.







