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Brasil supera Estados Unidos e assume a liderança mundial na produção de carne bovina

O cenário da pecuária global registrou uma mudança histórica neste ciclo. Pela primeira vez, o Brasil ultrapassou os Estados Unidos, consolidando-se como o maior produtor de carne bovina do mundo. Os dados foram confirmados pelo relatório de acompanhamento de mercados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

​Os números do topo

​De acordo com as projeções oficiais, o Brasil deve encerrar o período com uma produção estimada em 12,35 milhões de toneladas. Enquanto isso, os produtores norte-americanos, que historicamente lideravam o ranking, devem atingir 11,81 milhões de toneladas (considerando o peso carcaça).

​Essa inversão de posições reflete dois momentos distintos:

  1. Expansão Brasileira: O rebanho nacional e a produtividade por animal seguem em curva ascendente.
  2. Retração nos EUA: A pecuária estadunidense enfrenta um período de liquidação de fêmeas e redução de rebanho devido a fatores climáticos e altos custos de insumos, o que limitou a oferta local.

​Os pilares da virada: Genética e Manejo

​Especialistas do setor afirmam que o “título” não é fruto do acaso, mas de um investimento massivo em tecnologia no campo. O Brasil deixou de ser um produtor de volume para se tornar um produtor de eficiência.

  • Melhoramento Genético: O uso de inseminação artificial e seleção de linhagens mais precoces reduziu o tempo de abate.
  • Nutrição de Precisão: A adoção de dietas mais equilibradas e o crescimento do confinamento garantem carne de melhor qualidade em menos tempo.
  • Manejo Sustentável: A integração lavoura-pecuária e o cuidado com o bem-estar animal têm aberto portas nos mercados mais exigentes, como o europeu e o chinês.

​O impacto no mercado internacional

​Com a liderança na produção, o Brasil também reforça seu papel como o maior exportador do planeta. Com a China mantendo-se como o principal destino da proteína brasileira e a abertura de novos mercados na Ásia e no Oriente Médio, a expectativa é que o país mantenha a hegemonia nos próximos anos.

​No entanto, o desafio agora é manter a competitividade diante da volatilidade dos preços dos grãos (milho e soja) e das crescentes exigências ambientais de rastreabilidade total do rebanho.

Destaque: O avanço brasileiro ocorre em um momento em que a sustentabilidade é o centro do debate global, colocando a pecuária nacional sob os holofotes do mundo.

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