Brasileiro é condenado à prisão perpétua na Irlanda pelo assassinato de Bruna Fonseca

A Justiça da Irlanda encerrou, nesta sexta-feira (23 de janeiro de 2026), um dos casos de feminicídio de maior repercussão entre a comunidade brasileira no exterior. O mineiro Miller Pacheco, de 35 anos, foi condenado à prisão perpétua pelo assassinato de sua ex-namorada, a bibliotecária Bruna Fonseca, de 28 anos.

​O crime ocorreu na madrugada do dia 1º de janeiro de 2023, na cidade de Cork, apenas três meses após a jovem ter se mudado para o país em busca de uma carreira internacional.

​O desfecho no tribunal

​Após duas semanas de julgamento no Tribunal Criminal Central, em Dublin, o júri considerou Pacheco culpado de forma unânime. Sob a lei irlandesa, a condenação por homicídio doloso (murder) impõe obrigatoriamente a sentença de prisão perpétua.

​Durante a audiência final, o réu, que inicialmente negava o crime, admitiu a responsabilidade e pediu desculpas à família de Bruna. A juíza responsável pelo caso destacou em sua fala que a vítima “não era um troféu” e tinha o direito de seguir sua vida de forma independente, referindo-se ao histórico de controle exercido pelo agressor.

​Relembre o caso

  • O Crime: Bruna foi encontrada morta em um apartamento na Liberty Street, no centro de Cork. As investigações confirmaram que ela foi estrangulada após as celebrações de Ano Novo.
  • A Motivação: O casal teve um relacionamento de cinco anos no Brasil, mas Bruna havia terminado a união meses antes do crime. Miller, que viajou para a Irlanda logo após a ex-namorada, não aceitava o fim do namoro.
  • Último Contato: Horas antes de ser morta, Bruna realizou uma chamada de vídeo com a família em Formiga (MG) para ver o cachorro de estimação e desejar feliz ano novo.

​Reação da família

​Presentes no tribunal, a irmã de Bruna, Izabel Fonseca, e outros familiares reagiram com forte emoção. Em entrevista à imprensa na saída do tribunal, Izabel descreveu um “misto de alívio e dor”.

​”A justiça foi feita e a severidade da lei irlandesa nos traz conforto, mas nada apaga a ausência irreparável da Bruna”, afirmou a irmã.

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