A relação entre o consumidor brasileiro e o comércio eletrônico está prestes a passar por uma transformação radical. Segundo dados recentes do Radar Econômico, uma parcela significativa da população já demonstra forte interesse em delegar a tarefa de fazer compras para assistentes de Inteligência Artificial (IA).
Essa tendência, conhecida como “commerce sem fricção”, reflete um desejo de otimização de tempo e uma confiança crescente em algoritmos para a curadoria de produtos e busca pelos melhores preços.
O avanço da IA no varejo nacional
De acordo com levantamentos do setor, o interesse não é apenas em “perguntar” à IA onde encontrar um item, mas sim permitir que ela finalize a transação. O movimento é impulsionado por gigantes como Google, Amazon e Mercado Livre, que têm investido pesado em modelos de linguagem e agentes autônomos.
- Automação de rotina: Itens de supermercado e produtos de uso recorrente são os principais alvos para essa delegação.
- Busca por economia: O consumidor espera que a IA monitore variações de preços em tempo real, garantindo a compra no momento de maior desconto.
- Personalização extrema: O algoritmo aprende o histórico de preferências, marcas favoritas e restrições alimentares, reduzindo o erro na escolha.
O que dizem os especialistas
Analistas do mercado financeiro e de tecnologia apontam que, embora o interesse seja alto, ainda existem barreiras a serem vencidas, especialmente no que diz respeito à segurança de dados e à integração de sistemas de pagamento.
”O brasileiro é um early adopter de tecnologias de conveniência, como vimos com o sucesso do Pix. O próximo passo lógico é a automação do consumo,” afirmam especialistas em comportamento do consumidor.
Desafios e o Futuro do Setor
Para que essa realidade se consolide, as empresas de varejo estão focadas em três pilares:
- Logística: Garantir que a entrega acompanhe a velocidade da decisão automatizada.
- Transparência: Deixar claro para o usuário por que a IA escolheu o Produto A em vez do B.
- Segurança: Proteção de dados bancários integrados aos assistentes de voz e texto.
O cenário indica que, em um futuro próximo, o ato de “ir às compras” pode se tornar uma atividade de lazer, enquanto o abastecimento essencial da casa ficará totalmente a cargo dos códigos de programação.







