Politica

Candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) Isolada Fortalece Ratinho Júnior (PSD) no Centro-Direita

A recente decisão do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de lançar sua pré-candidatura à Presidência em 2026, com o aval do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, tem gerado um isolamento político imediato dentro do campo da centro-direita, enquanto pavimenta o caminho para a ascensão do governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD).

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​Desde o anúncio, líderes partidários de peso e figuras do Centrão têm demonstrado resistência ou optado pelo silêncio sobre o projeto do filho do ex-presidente. A falta de apoio expresso reforça a percepção de que a candidatura de Flávio, embora busque manter o sobrenome Bolsonaro no pleito, não possui a mesma capacidade de articulação ou apelo eleitoral para unificar a oposição ao governo Lula (PT).

​Isolamento do PL e o Efeito Ratinho Júnior

​A jogada de Flávio, segundo analistas e a reação de líderes, acelerou a articulação em torno de Ratinho Júnior. O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, já retomou conversas com o governador do Paraná, buscando consolidar o projeto de lançá-lo ao Palácio do Planalto. A avaliação nos bastidores é que Ratinho Júnior, com bom desempenho em pesquisas (chegando a ter 41% em um eventual segundo turno contra Lula), representa uma opção mais viável e menos polarizadora para o centro-direita.

​Governadores importantes, como o próprio Ratinho Júnior, e Eduardo Leite (PSD-RS), têm mantido seus planos, citando a busca por uma alternativa à polarização. Ratinho afirmou que o PSD quer ser “protagonista” e citou Flávio, Zema e Caiado como nomes com os quais a legenda pode buscar uma “aliança”.

​Tarcísio e o Centrão Cautelosos

​Apesar de Flávio Bolsonaro ter elogiado o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), chamando-o de “principal nome do nosso time”, o governador paulista demonstrou cautela. Tarcísio limitou-se a dizer que Flávio “pode contar com ele” e que “o tempo dirá” se a escolha foi a melhor opção. O silêncio inicial do governador de São Paulo e a posterior fala de que a multiplicidade de nomes seria positiva para a oposição agregam à leitura de que a candidatura de Flávio não é o consenso esperado.

​Lideranças do Centrão, como o presidente do PP, Ciro Nogueira, sugeriram que a candidatura de Flávio não é viável, defendendo Tarcísio e Ratinho Júnior como alternativas mais fortes. Flávio, por sua vez, tentou minimizar o isolamento, afirmando que sua candidatura é “irreversível” e que tem reuniões agendadas com os presidentes do PL, União Brasil e PP, além de Waldomar da Costa Neto (PL) e Rogério Marinho (PL).

​Preço da Desistência

​Em meio à turbulência, Flávio chegou a admitir, em um primeiro momento, que existia a possibilidade de não ir “até o fim” com a candidatura, afirmando que haveria um “preço” para isso, o que causou ainda mais ruído sobre a convicção do projeto. Posteriormente, ele reforçou a irreversibilidade da decisão após visita ao pai na Polícia Federal.

​A candidatura de Flávio, interpretada por alguns como um movimento tático para manter o controle da extrema-direita sob a família Bolsonaro, pode, na prática, estar acelerando a unificação do centro-direita em torno de uma chapa mais palatável e com maior tração eleitoral, como a de Ratinho Júnior.

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