Carla Machado, Do PT, Votou Pela Soltura De Rodrigo Bacellar, Presidente Da Alerj, Preso Por Suspeita De Vazamento

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) revogou, na tarde da última segunda-feira, 8 de dezembro de 2025, a prisão preventiva do seu presidente afastado, o deputado Rodrigo Bacellar (União Brasil), em uma votação com placar de 42 votos favoráveis à soltura, 21 contrários e duas abstenções.

​A decisão dos parlamentares fluminenses ocorreu após Bacellar ter sido preso na semana passada, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito de uma operação da Polícia Federal (PF). O deputado é investigado por suspeita de ter vazado informações sigilosas de uma operação policial que mirava o ex-deputado estadual TH Joias, acusado de ligação com o Comando Vermelho.

​A Única Voz Do PT Pela Soltura

​O resultado da votação no plenário, que reforça a influência de Bacellar na Casa, teve um destaque notável na bancada de oposição: a deputada estadual Carla Machado (PT). Ela foi a única parlamentar do Partido dos Trabalhadores a votar “Sim” pela revogação da prisão, contrariando a orientação do partido.

​A bancada do PT na Alerj, assim como outras legendas de esquerda como PSOL e PCdoB, votou majoritariamente pela manutenção da prisão de Bacellar. Os deputados Elika Takimoto (PT), Marina do MST (PT), Renato Machado (PT) e Zeidan (PT) votaram “Não” ao projeto de resolução que culminou na liberdade do presidente da Casa, defendendo a gravidade dos elementos probatórios apresentados.

​A decisão da Alerj, baseada em um entendimento do STF de 2019 que garante às Assembleias Legislativas o poder de rever prisões de seus membros, será agora encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes. Caberá ao relator do processo no Supremo Tribunal Federal decidir se acolhe a decisão da Casa e impõe, ou não, medidas cautelares a Bacellar.

​A defesa de Rodrigo Bacellar nega veementemente qualquer envolvimento do parlamentar em obstrução de Justiça ou vazamento de informações sigilosas.

Deixe um comentário