O Carnaval de 2026 confirma uma mudança estrutural no turismo brasileiro: o aluguel de temporada se consolida como a principal alternativa de hospedagem durante o feriado. De acordo com dados recentes da plataforma CasaTemporada, o setor vive seu maior pico histórico, impulsionado pela ocupação máxima da rede hoteleira e por uma nova dinâmica de consumo dos viajantes.
Rio e Salvador: o luxo que custa caro
As capitais fluminense e baiana continuam no topo da pirâmide de preços. No Rio de Janeiro, onde a Riotur projeta a circulação de 6 milhões de foliões e mais de 460 desfiles de blocos, a busca por apartamentos na Zona Sul e no Centro atingiu níveis críticos de disponibilidade.
Já em Salvador, o mercado imobiliário de temporada registrou cifras impressionantes: no circuito Barra-Ondina (Dodô), pacotes para o período da folia chegam a custar R$ 42 mil. Imóveis com vista privilegiada para a passagem dos trios elétricos superam, em muitos casos, as diárias de hotéis de alto padrão, refletindo a exclusividade de “camarotes particulares” dentro de apartamentos residenciais.
A ascensão dos destinos alternativos
Enquanto o agito tradicional inflaciona as metrópoles, o levantamento da CasaTemporada destaca uma migração para destinos que oferecem melhor custo-benefício ou propostas de “escape”.
- Pólos Emergentes: Cidades como Belo Horizonte e São Paulo consolidam-se como potências da folia com preços mais competitivos de locação.
- Refúgios de Natureza: Destinos como a Serra da Canastra (MG), Urubici (SC) e a Chapada das Mesas (MA) registram alta procura por famílias que buscam casas de campo para fugir do barulho, priorizando o ecoturismo.
- Tendências para 2026: Cidades como Armação dos Búzios (RJ) e Juquehy (SP) aparecem como favoritos para quem não abre mão da praia, mas prefere a estrutura de uma residência completa para grupos maiores.
Mudança no perfil do viajante
A preferência pelo aluguel de temporada em 2026 é explicada por três fatores principais:
- Economia em Grupo: O rateio de grandes casas permite estadias em locais nobres que seriam inviáveis individualmente em hotéis.
- Infraestrutura: A busca por imóveis com cozinha equipada e áreas de lazer privativas (piscinas e churrasqueiras) cresceu 35% em relação ao último ano.
- Segurança e Conforto: O desejo por um ambiente controlado, longe das aglomerações constantes, atrai o público que quer curtir os blocos, mas ter um “porto seguro” para descansar.
O setor de turismo deve movimentar cerca de R$ 218 bilhões nesta temporada de verão, e o aluguel por temporada é, sem dúvida, o protagonista financeiro dessa engrenagem em 2026.




