O cenário político e social de Ivaiporã e região ganhou novos contornos de tensão nesta semana. O ex-prefeito e liderança regional, Miguel Amaral (Cebinho), subiu o tom ao criticar publicamente a circulação de um abaixo-assinado que reivindica a instalação de uma Regional de Saúde e um Campus Avançado da Unicentro na localidade.
Críticas à estratégia e “ludibriação”
Em declarações recentes, Cebinho não poupou palavras ao classificar a iniciativa como uma manobra para confundir a opinião pública. Segundo ele, o movimento não passa de “conversa para boi dormir”, sugerindo que o barulho criado em torno do abaixo-assinado tem finalidades políticas e carece de embasamento administrativo real no momento.
O ponto central da crítica reside na forma como a demanda está sendo apresentada à população. Para o líder político, prometer conquistas dessa magnitude através de assinaturas, sem uma articulação técnica direta com o Governo do Estado e com a reitoria das universidades, é tentar ludibriar o povo da região.
O contexto das reivindicações
A luta por uma Regional de Saúde autônoma e pela expansão da Unicentro (Universidade Estadual do Centro-Oeste) é um tema antigo no Vale do Ivaí:
- Regional de Saúde: Atualmente, a logística de saúde depende de estruturas que muitos consideram sobrecarregadas. Uma nova regional traria autonomia administrativa e recursos diretos.
- Unicentro: A expansão universitária é vista como o motor de desenvolvimento econômico e intelectual para os jovens locais, que hoje precisam se deslocar para grandes centros.
O que dizem os articuladores
Apesar das críticas de Cebinho, os defensores do abaixo-assinado sustentam que a mobilização popular é a única forma de pressionar o escalão estadual. Segundo o levantamento do portal Tabloide Regional, o movimento busca mostrar que existe demanda reprimida e apoio social para os projetos, independentemente de cores partidárias.
Nota do Editor: A polarização em torno de projetos estruturantes como saúde e educação costuma se intensificar em anos de transição ou proximidade de calendários eleitorais, refletindo a disputa de narrativa sobre quem são os verdadeiros “pais” das conquistas regionais.




