Coca-Cola E A Imagem Do Papai Noel: História Esclarece O Mito E Mostra As Novas Campanhas Com Inteligência Artificial

​A figura do Papai Noel é um dos maiores símbolos do Natal, e há décadas circula a história de que o visual moderno do bom velhinho, com sua barba branca e roupa vermelha e branca, teria sido uma invenção da Coca-Cola. Essa narrativa, amplamente difundida, carrega uma dose de verdade publicitária e um grande mito histórico. A verdade é que a marca de refrigerantes não criou o Papai Noel, mas desempenhou um papel crucial em popularizar e consolidar a imagem que é mundialmente conhecida hoje.

​ A Origem Que Não É Da Coca-Cola

​A lenda do Papai Noel remonta ao século IV d.C., inspirada em São Nicolau de Mira, um bispo cristão famoso por sua generosidade. Ao longo dos séculos, essa figura se transformou em diversas culturas (como o holandês Sinterklaas), e a iconografia do velhinho já existia antes da intervenção da Coca-Cola.

​No século XIX, por exemplo, o cartunista Thomas Nast já havia desenhado o Papai Noel para a revista Harper’s Weekly, apresentando-o como um homem gordinho, barbudo, e frequentemente vestido com trajes que incluíam as cores vermelho e branco.

​ O Toque Final Da Publicidade

​O grande ponto de virada ocorre em 1931, quando a Coca-Cola contrata o ilustrador Haddon Sundblom para criar a imagem do Papai Noel para suas campanhas de inverno. O objetivo era simples: aumentar as vendas da bebida nos meses mais frios, convencendo o público de que o refrigerante poderia ser consumido o ano todo.

​Sundblom se inspirou no poema “Uma Visita de São Nicolau” (também conhecido como “Twas the Night Before Christmas”) e no visual de um vendedor aposentado, Lou Prentiss, para criar uma representação do Papai Noel que era:

  • Alegre e Afável: Um homem sorridente e simpático, com bochechas rosadas e um olhar cativante.
  • Uniforme e Consistente: O traje vermelho e branco, embora já existisse antes, foi padronizado e amplamente difundido por meio de anúncios em revistas populares como The Saturday Evening Post.

​A repetição anual dessas ilustrações, que mostravam o Papai Noel em situações cotidianas de afeto e generosidade (muitas vezes, claro, apreciando uma Coca-Cola), fixou essa versão na mente do público global como a imagem definitiva do personagem. As pinturas originais de Sundblom se tornaram tão influentes que hoje são consideradas obras de arte de alto valor, chegando a ser exibidas em museus renomados, como o Louvre.

​Últimas Novidades: O Papai Noel Da Era Digital

​Mais de 90 anos após a criação de Sundblom, o Papai Noel continua sendo um ativo central nas estratégias de Natal da Coca-Cola, mas agora com uma atualização tecnológica.

​As campanhas mais recentes da marca, como a dos últimos anos, têm explorado a Inteligência Artificial (IA) para tornar a experiência natalina mais interativa e personalizada. A Coca-Cola tem usado a IA para:

  • Voz do Papai Noel: Criar a voz do Papai Noel em canais digitais, permitindo conversas virtuais.
  • Postais Interativos: Desenvolver postais de Natal digitais, personalizados e habilitados por IA.
  • Engajamento Lúdico: Oferecer quizzes online e a chance de ganhar experiências, como viagens à Finlândia para conhecer a casa do Papai Noel.

​A marca também resgata a nostalgia com o retorno das famosas Caravanas de Natal da Coca-Cola, caminhões iluminados que cruzam cidades, promovendo o espírito de solidariedade e união sob o tema “Desperte o Papai Noel que há em você” — uma mensagem que incentiva a generosidade.

​Em resumo, a Coca-Cola não deu à luz o Papai Noel, mas ela o vestiu de forma consistente, o transformou em uma celebridade global e agora o está levando para o futuro digital.