Cofeci e Emgea firmam parceria para acelerar venda de imóveis da União e ampliar atuação de corretores

O cenário do mercado imobiliário público brasileiro ganha um novo impulso com a formalização de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre o Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci) e a Empresa Gestora de Ativos (Emgea). A iniciativa, assinada recentemente, visa desburocratizar e agilizar a alienação de ativos imobiliários sob gestão federal, integrando a expertise dos corretores de imóveis em todo o país.

O foco da cooperação

O acordo não se limita apenas à venda direta. Ele estabelece uma estrutura para que os profissionais inscritos no sistema Cofeci-Creci atuem em diversas frentes estratégicas para a Emgea, incluindo:

  • Avaliação Patrimonial: Utilização do conhecimento técnico de mercado para precificar ativos de forma justa e atualizada.
  • Comercialização Estratégica: Ampliação do alcance das ofertas de imóveis públicos por meio da rede capilarizada de corretores.
  • Desenvolvimento de Produtos: Consultoria para transformar ativos estagnados em produtos imobiliários atrativos para investidores e para o público geral.

Contexto e Impacto no Mercado

A Emgea, empresa pública vinculada ao Ministério da Fazenda, detém uma vasta carteira de bens recuperados de operações de crédito. A parceria com o Cofeci busca reduzir os custos de manutenção desses ativos para o Estado e, simultaneamente, gerar novas oportunidades de negócios para a categoria.

De acordo com as diretrizes mais recentes discutidas entre as entidades, a meta é criar um ecossistema digital e transparente. Isso permitirá que o corretor de imóveis tenha acesso facilitado às listagens de bens, garantindo segurança jurídica tanto para quem vende quanto para quem compra.

“Esta união valoriza o profissional corretor de imóveis como peça fundamental na gestão do patrimônio público, trazendo eficiência para a União e dinamismo para o mercado local”, destacam representantes do setor.

O que esperar para os próximos meses

Com a vigência do acordo, espera-se a publicação de editais e chamamentos específicos para o cadastramento de corretores interessados em intermediar essas vendas. Além disso, o uso de tecnologias de leilão eletrônico e plataformas de venda direta deve ser intensificado para garantir que esses imóveis cheguem ao consumidor final com preços competitivos.

A medida também se alinha à política federal de redução do tamanho do Estado e otimização de recursos, transformando “imóveis parados” em arrecadação e desenvolvimento urbano.

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