O cenário eleitoral da corrida presidencial ganhou novos contornos nesta semana após a ascensão rápida do candidato Augusto Cury (Avante). O escritor e médico psiquiatra, que registrava pontuações modestas até recentemente, teve um salto expressivo nas intenções de voto e alterou a dinâmica do pleito ao desidratar a pontuação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL).
Segundo os levantamentos mais recentes divulgados pelos institutos de pesquisa, como o BTG/Nexus e a AtlasIntel/Bloomberg, a presença de Cury atingiu a casa dos dois dígitos em algumas sondagens. Na pesquisa BTG/Nexus, por exemplo, o candidato subiu de 2% para 11%, assumindo isoladamente a terceira colocação. A oscilação positiva reduziu a distância em relação aos líderes e retirou pontos percentuais vitais de Lula (que oscilou para 39%) e de Flávio Bolsonaro (que aparece com 33%).
O avanço da candidatura de Cury reflete diretamente sobre o planejamento de campanha das duas principais forças políticas do país. A pulverização dos votos entre a parcela do eleitorado de centro, somada ao forte engajamento de jovens e à procura expressiva por conteúdos das propostas de Cury nas redes sociais e plataformas digitais, reduz de forma significativa a probabilidade de uma vitória definitiva ainda no primeiro turno.
Com o estreitamento da vantagem da liderança e a perda de votos para o candidato do Avante, tanto a articulação governista quanto o QG bolsonarista recalculated estratégias. A busca passa a focar no combate ao crescimento de opções alternativas e na contenção da migração do voto útil no reta final antes da votação.
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