A poucos dias do início oficial da temporada de verão, o Hospital Regional do Litoral (HRL), em Paranaguá, enfrenta denúncias graves que colocam em xeque sua capacidade operacional. Relatos recentes apontam episódios críticos de falta de água e quedas de energia dentro da unidade, gerando apreensão em pacientes, familiares e funcionários.
A situação é particularmente preocupante dado o cronograma do Verão Maior Paraná, programa do Governo do Estado que prevê um aumento drástico no fluxo de pessoas nas cidades litorâneas. Com a população flutuante podendo triplicar em municípios vizinhos, o HRL é a unidade de referência para casos de alta complexidade e emergências de toda a região.
Os impactos da precariedade no atendimento
As denúncias, que ganharam força em redes sociais e canais de comunicação local, descrevem um cenário de vulnerabilidade:
- Higiene e Esterilização: A falta de água compromete diretamente a limpeza de leitos e a esterilização de equipamentos, elevando o risco de infecções hospitalares.
- Procedimentos Suspensos: Quedas de energia sem o suporte adequado de geradores podem interromper cirurgias e desligar aparelhos vitais em UTIs.
- Conforto Térmico: Sem eletricidade estável, o sistema de climatização falha, submetendo pacientes a temperaturas elevadas, comuns no litoral paranaense nesta época do ano.
O desafio do Verão Maior Paraná
O Governo do Paraná anunciou recentemente investimentos em segurança e lazer para a temporada 2024/2025, mas a infraestrutura hospitalar parece não acompanhar o ritmo. Durante o verão, a demanda por atendimentos ortopédicos, casos de insolação, intoxicação alimentar e acidentes de trânsito aumenta exponencialmente.
Especialistas e usuários questionam se o plano de contingência da SESA (Secretaria de Estado da Saúde) será suficiente para garantir que o hospital não entre em colapso nos dias de pico, como o Réveillon e o Carnaval.
O que dizem as autoridades?
Até o momento, a direção do Hospital Regional do Litoral tem buscado normalizar o abastecimento, alegando em situações anteriores que problemas externos na rede de distribuição ou manutenções preventivas podem ter causado as oscilações. No entanto, a recorrência dos fatos sugere a necessidade de uma reforma estrutural mais profunda nos sistemas de reservatórios e na subestação de energia da unidade.
A população aguarda um posicionamento claro sobre o reforço de insumos e pessoal para os próximos meses, temendo que a “vitrine” do verão esconda uma realidade de abandono na saúde pública local.







