Crise na CBF: guerra de facções provoca demissões e expõe novos gastos irregulares do presidente Samir Xaud

​A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) enfrenta uma nova e profunda crise política que ameaça a estabilidade de sua atual gestão. Bastidores da entidade apontam para uma intensa “guerra de facções” pelo poder, resultando em demissões internas e no vazamento de novos documentos que comprometem o presidente da instituição, Samir Xaud. De acordo com denúncias recentes, o dirigente teria utilizado recursos da CBF para financiar uma espécie de “contabilidade paralela” destinada a custear despesas luxuosas de cunho estritamente pessoal.

​Documentos vazados, que incluem guias de faturamento, bilhetes de passagens aéreas e reservas de hotéis, indicam que a presidência da entidade ordenou pagamentos de viagens e hospedagens para familiares e uma amiga íntima de Xaud, totalizando despesas que beiram os 50 mil reais.

​Entre as irregularidades apontadas nos relatórios financeiros estão:

  • Passagens para o filho: Bilhetes emitidos em nome de Gabriel Xaud para a Coreia do Sul, na época de um amistoso da Seleção Brasileira, no valor de 20.000 reais, além de outra viagem para os Estados Unidos cotada em 7.500 reais.
  • Passagens para a irmã: Emissão de bilhetes de Boa Vista para Guarulhos em nome de Samara Xaud, custando cerca de 4.000 reais aos cofres da entidade.
  • Hospedagem para amiga: Uma estadia de luxo para a empresária fitness e influenciadora digital Camila Andrade no hotel Grand Hyatt, no Rio de Janeiro, com despesas faturadas em 18.000 reais.

​A eclosão desse novo escândalo acirrou os ânimos na sede da CBF. O racha político entre as federações estaduais e grupos de oposição baseados em Brasília provocou uma onda de demissões em cargos de confiança, à medida que os lados envolvidos tentam estancar os vazamentos e garantir o controle político da instituição. Cartolas e aliados de Xaud buscam blindar o mandatário, mas a pressão interna aumentou consideravelmente, gerando temores de que o ambiente prejudique a imagem institucional do futebol brasileiro no cenário internacional.

​Questionado sobre as novas denúncias e o uso de verbas institucionais para o benefício de terceiros, Samir Xaud negou as acusações de desvio ou irregularidade, embora interlocutores avaliem que as explicações apresentadas até o momento foram confusas e insuficientes para conter a crise. A oposição interna promete utilizar os novos comprovantes de gastos para articular novas frentes de fiscalização e pressionar o comitê de ética da entidade.


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