O processo seletivo para o Colégio Estadual do Paraná (CEP), uma das instituições de ensino mais tradicionais e disputadas do estado, tornou-se alvo de uma grave controvérsia. Uma família paranaense acusa a instituição de incompetência e arbitrariedade após a exclusão de um estudante que apresentava bom desempenho acadêmico. Segundo a denúncia, houve descaso no tratamento de recursos administrativos, levantando dúvidas sobre a transparência do certame para o ano letivo de 2026.
Os pontos centrais da denúncia
De acordo com informações apuradas e relatos publicados pelo portal Vigília Comunica, o cerne da questão reside em uma suposta falha na análise documental e de notas. A família do candidato afirma que:
- Critérios ignorados: O estudante possuía média suficiente para a classificação, mas foi preterido sem justificativa clara.
- Silêncio administrativo: Recursos formais teriam sido protocolados dentro do prazo, mas ignorados ou indeferidos de forma genérica, sem o devido detalhamento técnico.
- Falta de isonomia: A suspeita levantada é de que o processo não estaria tratando todos os candidatos com o mesmo rigor técnico, prejudicando o direito ao acesso à educação pública de qualidade.
A resposta oficial: SEED e CEP se manifestam
Após um período de silêncio inicial, a Secretaria de Estado da Educação (SEED), procurada pelo O Expresso BR, emitiu uma nota oficial em conjunto com a direção do Colégio Estadual do Paraná. A gestão nega qualquer irregularidade e sustenta a lisura do processo.
Em nota, a instituição afirma:
”O Colégio Estadual do Paraná reforça que o processo classificatório para ingresso em 2026 respeitou às normas previstas em edital, garantindo igualdade de condições a todos os candidatos.”
A pasta ainda destaca que todas as etapas foram conduzidas por uma comissão designada e que o acompanhamento pelos responsáveis foi garantido conforme os princípios da administração pública.
O cenário atual
O caso ganha repercussão em um momento em que as vagas no CEP são extremamente concorridas, funcionando quase como um “vestibulinho” devido à alta demanda. Para especialistas em direito educacional, a transparência na divulgação das notas de corte e nos pareceres dos recursos é fundamental para evitar que o prestígio da escola seja manchado por suspeitas de favorecimento ou erro operacional.
Até o momento, a família estuda medidas judiciais para garantir o acesso aos espelhos de correção e aos fundamentos da desclassificação. A SEED mantém o posicionamento de que o edital foi seguido à risca.




