Nos bastidores da Assembleia Legislativa do Paraná, o clima entre os parlamentares que integram a base de apoio ao governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) é de crescente apreensão. De acordo com fontes ligadas ao Legislativo estadual, o avanço das articulações para as eleições ao Governo do Estado tem tirado o sono de deputados aliados, que começam a avaliar cenários de risco para a manutenção de seus espaços políticos em uma futura gestão.
O principal fator de instabilidade reside nas dificuldades enfrentadas pelo deputado federal e ex-secretário de Infraestrutura Sandro Alex (PSD), escolhido oficialmente por Ratinho Junior como o pré-candidato governista à sucessão no Palácio Iguaçu. Interlocutores apontam que o pré-candidato do PSD tem encontrado barreiras para expandir seu discurso e consolidar o apoio necessário junto ao eleitorado e às bases do interior, o que reflete diretamente em seu desempenho nas pesquisas mais recentes.
Diante desse travamento na campanha governista, o fantasma de um segundo turno polarizado entre o senador Sergio Moro (PL) e o deputado estadual Requião Filho (PDT) tornou-se uma possibilidade real que assombra os parlamentares situados no centro do espectro político paranaense. Sergio Moro lidera as intenções de voto no estado, enquanto Requião Filho aparece consolidado na segunda posição, configurando o principal embate atual.
Para os deputados estaduais da base governista, o isolamento em um eventual segundo turno entre o PL e o PDT representaria um impasse crítico. Ambos os caminhos deixariam os atuais aliados de Ratinho Junior sem uma alternativa natural de alinhamento, ameaçando cargos, secretarias e a influência política que hoje detêm na estrutura do governo estadual.








Deixe um comentário