A detenção de uma brasileira por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) no Aeroporto Internacional de Miami expôs as severas e inflexíveis contradições das políticas migratórias norte-americanas, gerando um forte impacto na comunidade de imigrantes no país.
Daniele, que residia nos Estados Unidos e apoiava abertamente as diretrizes da administração de Donald Trump para o setor imigratório, viu sua trajetória mudar radicalmente ao desembarcar de uma viagem internacional. Em apenas 15 minutos de abordagem pelas autoridades de fronteira, ela teve seu visto cancelado e foi transferida para um centro de detenção do ICE.
A brasileira relatou que mantinha uma visão favorável ao rigor fiscal na entrada de estrangeiros, acreditando que as medidas visavam apenas indivíduos em situação totalmente irregular ou com histórico criminal. O episódio no aeroporto, no entanto, colocou em xeque anos de apoio político, evidenciando que a aplicação da lei atinge diretamente também aqueles com vínculos consolidados e históricos de residência na nação.
Outro lado
Em resposta ao caso, o Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS) e os porta-vozes do ICE informaram que a ação ocorreu em conformidade com a legislação vigente. Segundo os órgãos oficiais, o visto de permanência da passageira apresentava irregularidades e prazo de validade excedido, o que autoriza legalmente o cancelamento do documento, a retenção no ponto de entrada e o encaminhamento para o processo formal de deportação.
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