A escritora e ex-diplomata da ONU, Janne Teller, trouxe à tona uma ferida aberta na diplomacia nórdica ao afirmar categoricamente que a Dinamarca jamais tratou o povo da Groenlândia com igualdade. Em entrevista recente à BBC, Teller destacou que, embora o status oficial tenha mudado ao longo das décadas, a mentalidade colonial ainda dita as relações entre Copenhague e Nuuk.
O “Efeito Trump” e a soberania em xeque
A discussão ganhou tração global após o interesse manifestado por Donald Trump em negociar a compra da ilha. Para Teller, essa provocação externa serviu como um espelho incômodo para os dinamarqueses.
- Status de “Segunda Classe”: A escritora argumenta que os groenlandeses são frequentemente marginalizados na sociedade dinamarquesa.
- A Descoberta da Identidade: O interesse dos EUA forçou a Dinamarca a reconhecer a importância estratégica da ilha, algo que o país muitas vezes negligenciou em termos de respeito cultural e autonomia real.
Contexto atual: O caminho para a independência
Para além das críticas de Teller, a Groenlândia vive um momento de transição política e econômica sem precedentes em 2026. Confira os pontos principais que moldam essa relação hoje.
O despertar de Copenhague
A fala de Teller ecoa um sentimento crescente na Dinamarca de que é impossível manter a união do Reino (Rigsfællesskabet) sem um pedido de desculpas formal e uma mudança estrutural na forma como os recursos e a cultura da ilha são geridos.
”Eles são nossa colônia”, afirma Teller, desafiando a narrativa oficial de que a Groenlândia é apenas uma “parte autônoma” do território dinamarquês.
A pressão internacional e o ativismo local indicam que o futuro da Groenlândia será decidido menos por transações imobiliárias globais e mais pela autodeterminação de seu povo, que cansou de ser tratado como coadjuvante na própria terra




