DJ EME impulsiona “Sina de Ofélia” com remix viral da voz de Luísa Sonza gerada por IA
O cenário musical brasileiro acaba de ganhar um novo capítulo na convergência entre tecnologia e entretenimento. O que nasceu como um experimento de Inteligência Artificial — a faixa “Sina de Ofélia”, que simula a voz da cantora Luísa Sonza — atingiu um novo patamar de popularidade graças à intervenção do mineiro DJ EME. O remix produzido pelo artista transformou a composição em um verdadeiro hino das redes sociais, acumulando milhões de interações em tempo recorde.
O fenômeno dos números
Em poucos dias, a versão assinada por EME já ultrapassou a marca de 6 milhões de visualizações somando Instagram Reels, YouTube e compartilhamentos orgânicos. A faixa se tornou o pano de fundo ideal para:
- Trends de fim de ano: Vídeos de retrospectiva e momentos de superação.
- Conteúdos emocionais: Edições que exploram a letra melancólica e a sonoridade envolvente.
- Crescimento acelerado: No YouTube, o remix aparece como uma das versões mais buscadas, consolidando-se como o áudio do momento no Brasil.
A polêmica e a inovação das vozes de IA
A canção original, criada originalmente por perfis de fãs utilizando ferramentas de IA para mimetizar os timbres e as nuances vocais de Luísa Sonza, já havia despertado curiosidade. No entanto, foi o toque de produção de DJ EME que conferiu à música o “punch” necessário para as pistas e para o algoritmo das redes sociais.
A própria Luísa Sonza já se manifestou anteriormente sobre o uso de sua voz em ferramentas de inteligência artificial, destacando tanto o fascínio pela tecnologia quanto as preocupações éticas e autorais que envolvem o setor. Recentemente, a indústria musical brasileira tem debatido intensamente a regulamentação dessas criações, mas, na prática, o público parece ter abraçado a “Sina de Ofélia” como um lançamento legítimo (ainda que extraoficial) da artista.
O impacto no mercado
O sucesso de DJ EME com este remix reafirma a habilidade do produtor em identificar tendências e “surfar” ondas digitais. EME, que já é um nome estabelecido na cena eletrônica nacional, consegue agora furar a bolha do gênero e atingir o grande público que consome pop e sertanejo, utilizando a estética emocional do slap house para potencializar a letra da canção.
“A música tem esse poder de se transformar. Ver o público usar esse áudio para contar suas próprias histórias é o que define um hit hoje em dia”, afirmam especialistas em marketing digital sobre o engajamento orgânico da faixa.






