Internacional

Eduardo Bolsonaro exalta ataque dos EUA à Venezuela: ‘Viva a liberdade!’

A captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças especiais dos Estados Unidos, ocorrida na madrugada deste sábado (3 de janeiro de 2026), gerou uma onda de reações internacionais imediatas. Entre as vozes mais enfáticas de apoio à operação militar está a do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que atualmente reside em solo americano.

​Em publicações em suas redes sociais, Eduardo celebrou o bombardeio a alvos estratégicos em Caracas e a subsequente prisão de Maduro, que teria sido levado para o navio USS Iwo Jima. Segundo o ex-parlamentar, a queda do regime chavista representa um golpe mortal no Foro de São Paulo, organização que congrega partidos e movimentos de esquerda na América Latina.

​”O regime venezuelano é o pilar financeiro, logístico e simbólico do Foro de São Paulo. Com a captura de Maduro vivo, agora Lula, Petro e os demais do Foro terão dias terríveis. Viva a liberdade!”, afirmou Eduardo Bolsonaro.

​Contexto da operação e reações no Brasil

​A ação militar, autorizada pelo presidente Donald Trump, foi justificada por Washington como uma medida de “combate ao narcoterrorismo” e proteção da segurança nacional americana. A Procuradoria-Geral dos EUA já sinalizou que Maduro deverá ser julgado em território americano por acusações de tráfico de drogas e terrorismo.

​No Brasil, o cenário é de intensa polarização sobre o tema:

  • Governo Lula: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou veementemente a ofensiva, classificando-a como uma “agressão militar criminosa” e uma afronta à soberania da Venezuela.
  • Família Bolsonaro: Além de Eduardo, outros membros da família, como o senador Flávio Bolsonaro, utilizaram o episódio para atacar o governo brasileiro, sugerindo que a captura de Maduro poderia levar a delações que comprometeriam líderes da esquerda regional.

​Situação de Eduardo Bolsonaro

​Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde o início de 2025, após se licenciar do mandato na Câmara dos Deputados alegando perseguição política no Brasil. Recentemente, a Polícia Federal determinou que ele retorne ao cargo de escrivão da corporação, uma vez que seu mandato foi cassado. A permanência do político no exterior tem sido estratégica para consolidar sua articulação com a ala conservadora republicana, especialmente com o governo Trump.

​Até o momento, o Itamaraty mantém uma postura de cautela, enquanto o Ministério da Saúde informou que monitora a fronteira em Roraima, prevendo um possível aumento no fluxo migratório em decorrência do conflito.

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