Um levantamento inédito revelou que o fenômeno El Niño registrado em 2024 afetou diretamente 38% das áreas habitadas da Amazônia, provocando uma das piores secas da história da região. Os dados servem como um alerta urgente para governos e autoridades ambientais diante do risco de reincidência de eventos climáticos severos no ciclo atual.
O estudo aponta que os impactos do estiamento extremo afetaram o abastecimento de água, a navegação em rios estratégicos, a produção agrícola local e a subsistência de diversas comunidades ribeirinhas e indígenas. A escassez hídrica severa também contribuiu para o aumento expressivo dos focos de queimadas e o isolamento de municípios que dependem exclusivamente do transporte aquaviário.
Pesquisadores e meteorologistas ressaltam que os efeitos prolongados das mudanças climáticas globais intensificaram a vulnerabilidade do bioma amazônico. O mapeamento serve de base para que órgãos de defesa civil e governos estaduais estruturem planos de contingência mais eficazes, visando mitigar os danos sociais e ambientais caso novos períodos de estiagem prolongada se confirmem.
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