Empresários de Brasil e EUA pedem mais tempo ao governo Trump para negociar tarifaço e evitar barreira de 25%

​Entidades empresariais do Brasil e dos Estados Unidos uniram forças para pleitear um adiamento na aplicação do novo “tarifaço” proposto pelo governo de Donald Trump. Setores produtivos de ambos os países defendem a ampliação do prazo de negociação para que se chegue a um acordo bilateral, evitando a imediata entrada em vigor de uma sobretaxa de 25% sobre uma ampla gama de produtos brasileiros.

​O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) concluiu recentemente uma investigação sob a Seção 301, alegando que o Brasil adota “práticas irrazoáveis” que oneram o comércio americano. Entre os pontos criticados por Washington estão decisões envolvendo o mercado digital e o Pix, disputas de propriedade intelectual, subsídios ao etanol e o histórico de combate ao desmatamento ilegal.

​A aplicação das tarifas está prevista para ser definida até o prazo legal de 15 de julho de 2026. Em audiências públicas realizadas em Washington, representantes das indústrias dos dois países alertaram que a barreira alfandegária pode desestruturar cadeias de suprimentos globais, elevar custos para os próprios consumidores americanos e prejudicar severamente o comércio bilateral. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que mais de 4 mil produtos brasileiros exportados para os EUA correm o risco de sofrer com o aumento de taxas, embora uma lista de itens considerados estratégicos — como aeronaves, peças, fertilizantes e medicamentos — possa ficar de fora da retaliação.

​Enquanto os canais diplomáticos do governo brasileiro tentam mitigar os impactos e argumentam que as medidas são arbitrárias, o empresariado pressiona a Casa Branca por uma extensão no cronograma. A expectativa do setor privado é de que o presidente Donald Trump avalie os apelos corporativos antes do anúncio oficial da decisão final na próxima semana.


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