As empresas privadas que já gerenciam o sistema de bilhetagem dos ônibus na capital paulista tentaram expandir sua atuação para o controle das bilheterias do Metrô e da CPTM. Atualmente, o consórcio opera o cartão TOP, um sistema privado de bilhetagem eletrônica que movimenta mais de R$ 2 bilhões por ano na Região Metropolitana de São Paulo.
De acordo com anexos de contratos analisados, a proposta previa que essas companhias assumissem a gestão dos guichês das dez estações de metrô e trem com o maior volume de vendas e fluxo de passageiros do estado.
A medida repete o modelo de transição digital e terceirização já visto na substituição do antigo bilhete unitário do Metrô pelo formato QR Code, gerido pela iniciativa privada. O movimento divide opiniões entre especialistas em mobilidade urbana e sindicatos: de um lado, defende-se a modernização e a eficiência fiscal; de outro, questiona-se a concentração de receitas bilionárias do transporte público nas mãos de poucas empresas privadas.
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