Europa se mobiliza contra ameaça de Trump de anexar a Groenlândia e alerta para fim da Otan
Uma crise diplomática sem precedentes atinge o coração da Aliança Atlântica neste início de 2026. Líderes das principais potências europeias, encabeçados por França e Alemanha, iniciaram a articulação de um plano de contingência estratégico após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificar ameaças de anexar a Groenlândia, território autônomo do Reino da Dinamarca.
A tensão escalou drasticamente após a Casa Branca declarar, nesta terça-feira (6), que o uso das Forças Armadas para garantir o controle da ilha ártica é uma “opção sempre presente”. O movimento ocorre em um contexto de agressividade externa renovada, logo após operações militares americanas na Venezuela.
A Frente de Resistência Europeia
Em uma rara demonstração de unidade, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, o presidente francês, Emmanuel Macron, e o chanceler alemão, Friedrich Merz, emitiram um comunicado conjunto reafirmando que a Groenlândia “pertence ao seu povo”.
”Cabe à Dinamarca e à Groenlândia, e somente a elas, decidir sobre assuntos que lhes dizem respeito”, declarou o grupo, que conta também com o apoio de Itália, Polônia e Espanha.
Os Pontos Centrais do Conflito
- Segurança Nacional vs. Soberania: Trump argumenta que a Dinamarca não possui capacidade para proteger o Ártico contra a crescente presença de navios da Rússia e da China. A Casa Branca classificou a aquisição como uma “prioridade de segurança nacional”.
- O Ultimato Dinamarquês: A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, foi enfática ao afirmar que qualquer tentativa de intervenção militar de Washington em território dinamarquês significaria o “fim da Otan”, já que um membro estaria atacando outro de forma inédita.
- Riquezas em Jogo: Além da posição estratégica para defesa de mísseis (como a Base Espacial de Pituffik), a ilha é rica em minerais críticos e recursos energéticos inexplorados, fundamentais para a economia do século XXI.
O Plano de Resposta
A União Europeia e seus aliados discutem medidas que incluem:
- Reforço Militar no Ártico: A Dinamarca já anunciou investimentos de 42 bilhões de coroas dinamarquesas (cerca de R$ 35 bilhões) para fortalecer sua própria presença na região.
- Isolamento Diplomático: Esforços para levar o caso ao Conselho de Segurança da ONU, embora os EUA possuam poder de veto.
- Diálogo Direto: O governo dinamarquês e as autoridades groenlandesas buscam uma reunião urgente com o Secretário de Estado americano, Marco Rubio, na tentativa de desescalar a retórica agressiva de Trump.
Enquanto o enviado especial de Trump para a Groenlândia, o governador Jeff Landry, inicia seus trabalhos, o clima na Europa é de alerta máximo. “A gritaria precisa ser substituída por um diálogo sensato. Agora”, alertou Lars Løkke Rasmussen, ministro das Relações Exteriores da Dinamarca.







