Comercio

Food To Save e gigantes do varejo lucram com combate ao desperdício de alimentos em 2025

O mercado global de combate ao desperdício de alimentos não é apenas uma causa ambiental; tornou-se um negócio de cifras bilionárias. No Brasil, startups conhecidas como foodtechs estão transformando o que antes era prejuízo certo em receita incremental para estabelecimentos e economia real no bolso dos brasileiros.
Números impressionantes em 2024
A Food To Save, principal plataforma do setor no país, consolidou-se como um gigante do movimento foodsaver. Apenas em 2024, a startup gerou R$ 30 milhões em receita adicional para seus parceiros — que incluem desde pequenas padarias de bairro até redes multinacionais como Cacau Show, Starbucks e Pizza Hut. Para os usuários, o impacto foi ainda maior: o aplicativo proporcionou uma economia de R$ 110 milhões ao permitir a compra de “Sacolas Surpresa” com descontos de até 70%.
A expansão do setor: fusões e novos horizontes
O setor vive um momento de ebulição. Recentemente, a Food To Save anunciou sua primeira aquisição, a plataforma Fruta Imperfeita, com o objetivo de triplicar seu faturamento e alcançar a marca de R$ 160 milhões em 2025. O plano é atacar o desperdício ainda no meio da cadeia produtiva, conectando produtores rurais diretamente ao consumidor final.
Outro player de destaque, a B4Waste, também vem ganhando tração ao focar em produtos próximos ao vencimento em grandes redes de supermercados. A startup, que venceu o prêmio de sustentabilidade no South Summit 2024, estima que o varejo brasileiro perde cerca de 2% do seu faturamento anual com produtos descartados — um mercado potencial de R$ 8 bilhões que empresas de tecnologia estão prontas para recuperar.
Por que o modelo está vencendo?
O sucesso desses aplicativos baseia-se no conceito de “ganha-ganha-ganha”:

  • Estabelecimentos: Recuperam o custo de produção e evitam o descarte de itens perfeitamente consumíveis.
  • Consumidores: Acessam produtos de qualidade (como sushis, pães artesanais e hortifrúti) por uma fração do preço original.
  • Planeta: A redução do desperdício evita a emissão de toneladas de CO2. Segundo o último relatório de impacto da Food To Save, mais de 3.800 toneladas de alimentos foram salvas apenas no último ano, evitando que gases de efeito estufa fossem liberados em aterros sanitários.
    Com a inflação de alimentos ainda pressionando o orçamento das famílias, a tendência é que o uso de aplicativos de “comida de resgate” deixe de ser um nicho sustentável para se tornar um hábito de consumo padrão em 2025.

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