A polarização política no Brasil ganhou um novo capítulo de tensão com as recentes declarações do General Paulo Chagas, militar da reserva que já foi um entusiasta do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em uma análise contundente sobre o comportamento da base mais radical do movimento, Chagas não poupou palavras ao descrever o que considera uma “deficiência cultural e cognitiva” por parte dos seguidores do “capitão”.
As falas, publicadas originalmente em sua coluna e repercutidas pela VEJA Gente, marcam um distanciamento ainda mais profundo entre a ala militar intelectualizada e os militantes de rede social. Para o general, o fanatismo cego impede o discernimento crítico, levando a uma interpretação distorcida da realidade e das instituições democráticas.
O rompimento dos aliados de primeira hora
Não é a primeira vez que figuras de alta patente que apoiaram a ascensão de Bolsonaro em 2018 manifestam descontentamento. O caso de Paulo Chagas soma-se ao de outros militares, como o General Carlos Alberto dos Santos Cruz, que tem sido um crítico feroz da “fanfarronice” e do “populismo” que, segundo ele, sequestraram o debate público brasileiro.
- Dissonância Cognitiva: O termo tem sido frequentemente usado por sociólogos e agora por militares para explicar por que uma parcela da população ignora fatos concretos em favor de narrativas conspiratórias.
- O Isolamento de Bolsonaro: Enquanto enfrenta desafios jurídicos e cirurgias recentes — como a correção de hérnias realizada em Brasília neste mês de dezembro de 2025 —, o ex-presidente vê sua base de apoio institucional minguar entre os oficiais da reserva.







