Economia

Governo federal confirma salário mínimo de R$ 1.621 para 2026 com ganho real

Governo federal confirma salário mínimo de R$ 1.621 para 2026 com ganho real
O Ministério do Planejamento e Orçamento oficializou que o salário mínimo no Brasil subirá para R$ 1.621 a partir de 1º de janeiro de 2026. O novo valor, que representa um aumento de R$ 103 em relação aos atuais R$ 1.518, reflete a política de valorização do governo federal, combinando a correção pela inflação com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).
Embora o montante assegure um ganho real ao trabalhador, o valor final ficou ligeiramente abaixo das estimativas iniciais de R$ 1.631 previstas no Projeto de Lei Orçamentária. Essa variação ocorreu devido à desaceleração do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que fechou em 4,18% no acumulado de 12 meses até novembro, servindo de base para o cálculo final.
O impacto no bolso e nos benefícios
A mudança não altera apenas o contracheque dos trabalhadores da iniciativa privada, mas serve de indexador para uma série de benefícios sociais e obrigações fiscais.

  • Aposentadorias e Pensões: O piso dos benefícios do INSS passa a ser de R$ 1.621.
  • Seguro-Desemprego: O valor mínimo pago ao trabalhador demitido sem justa causa acompanhará o novo piso nacional.
  • BPC (Benefício de Prestação Continuada): Idosos e pessoas com deficiência de baixa renda receberão o valor integral do novo mínimo.
  • Abono Salarial (PIS/Pasep): O teto do benefício passa a ser de R$ 1.621 para quem trabalhou os 12 meses do ano-base.
  • Contribuição do MEI: O valor mensal pago pelos Microempreendedores Individuais também será reajustado, já que o cálculo da previdência é baseado em 5% do salário mínimo.
    Regra de cálculo e ajuste fiscal
    O reajuste de 6,79% foi definido pela fórmula que soma a inflação (INPC) dos últimos 12 meses mais a variação do PIB de dois anos anteriores (2024), respeitando as travas do Arcabouço Fiscal. Pelas regras vigentes, o ganho real (acima da inflação) deve ficar entre 0,6% e 2,5%.

“O ajuste será dado em janeiro, como referência para ser pago a partir de fevereiro”, informou o Ministério, reforçando que o impacto nas contas públicas deve girar em torno de R$ 43,2 bilhões em despesas obrigatórias para o próximo ano.

Tabela de evolução do reajuste

AnoValor (R$)Reajuste (%)
20251.518
20261.6216,79%
O novo valor entra em vigor no primeiro dia de 2026, com os primeiros pagamentos corrigidos sendo efetuados nos primeiros dias de fevereiro.
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O novo valor entra em vigor no primeiro dia de 2026, com os primeiros pagamentos corrigidos sendo efetuados nos primeiros dias de fevereiro.

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