O anúncio de um reajuste de apenas 0,37% no piso salarial do magistério para 2026 gerou uma onda de indignação e memes nas redes sociais nesta primeira semana de janeiro. O índice, calculado com base na legislação vigente que vincula o aumento ao Valor Aluno Ano (VAA) do Fundeb, elevaria o salário base de R$ 4.867,77 para R$ 4.885,78 — um acréscimo de apenas R$ 18,00.
Nas redes sociais, educadores e sindicatos classificaram o valor como “insulto” e “valorização simbólica”, comparando o aumento ao preço de um “Halls preto” ou de um chiclete. A pressão recai diretamente sobre o Ministério da Educação (MEC) e o Partido dos Trabalhadores (PT), com cobranças por promessas de campanha que priorizavam a educação.
Entenda o cenário e as últimas novidades
- A promessa de revisão: Diante da repercussão negativa, o ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou ontem (9 de janeiro) que o governo deve editar uma Medida Provisória (MP) para garantir um reajuste acima da inflação. O objetivo é evitar que os professores tenham perda real de poder de compra, já que a inflação acumulada superou os 4%.
- O impasse no cálculo: O atual modelo de reajuste, estabelecido em 2008, sofre críticas tanto de prefeitos (que alegam falta de verba) quanto de professores (que sofrem com a oscilação dos índices). O governo federal tenta costurar um novo acordo que dê estabilidade aos ganhos da categoria.
- Diferença entre federais e educação básica: É importante notar que, enquanto o piso da educação básica enfrenta esse impasse de 0,37%, professores das universidades federais seguem acordos diferentes. Em 2025 e 2026, muitos docentes federais devem receber parcelas de reajustes conquistados após as greves de 2024, variando entre 13% e 31% no acumulado até 2026, dependendo da carreira.
”Isso não é aumento. Isso é o que sobra no bolso da calça depois da lavanderia”, desabafou um internauta em um dos vídeos que viralizaram sobre o tema.
O MEC tem até o final de janeiro para oficializar o novo valor. A categoria aguarda o anúncio da MP prometida por Camilo Santana para saber se o “Governo do Amor” entregará, de fato, a valorização real prometida.







