Greca desponta como plano B de Ricardo Barros para o governo do Paraná após veto a Moro

A sucessão estadual no Paraná em 2026 acaba de ganhar novos contornos dramáticos. Com a decisão unânime do Progressistas (PP) de vetar o apoio à candidatura de Sergio Moro (União Brasil) ao Palácio Iguaçu, o líder do partido, Ricardo Barros, passou a articular abertamente o nome de Rafael Greca como a alternativa viável para liderar a chapa.

O movimento não é apenas uma troca de nomes, mas uma estratégia para isolar Moro, que agora se vê diante de um ultimato: ou conquista o apoio do PP — tarefa que Barros classifica como “remar bastante” — ou precisará buscar outra legenda para viabilizar sua candidatura.

Greca: O fator de desequilíbrio entre Ratinho e a oposição interna

A grande incógnita que paira sobre o Centro Cívico é a real posição de Greca no tabuleiro de Ratinho Junior. Embora Greca tenha se filiado ao PSD (partido do governador) e atualmente ocupe a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Sustentável, a relação entre os dois é marcada por uma “cordialidade estratégica” que esconde tensões latentes.

  • A Predileção do Governador: Nos bastidores, Ratinho Junior tem demonstrado preferência por nomes como Guto Silva (Secretário das Cidades) ou Alexandre Curi (Presidente da Assembleia Legislativa) para sua sucessão.
  • A “Dor de Cabeça”: Greca é um nome pesado, com alta aprovação em Curitiba e liderança nas pesquisas — aparecendo tecnicamente empatado com Moro em levantamentos recentes. Para Ratinho, Greca é um aliado que “não pode ser inimigo”, mas que também não é o sucessor natural dos sonhos do grupo palaciano.

Mudança real ou continuidade disfarçada?

A dúvida levantada por analistas e opositores foca na essência do projeto político. Se Greca avançar com o apoio de Ricardo Barros (que rompeu com a condução atual da federação com o União Brasil), ele se apresentará como:

  1. O Candidato da Continuidade: Mantendo as bases do atual governo, mas sob uma roupagem mais experiente e técnica.
  2. O Nome da Ruptura “Suave”: Um projeto que, embora nascido no seio do atual governo, ganha vida própria através da articulação de Barros, distanciando-se do “Ratinhismo” puro.
Cenário AtualImpacto Político
Sergio MoroIsolado pela federação PP-União; risco de ficar sem legenda para o governo.
Rafael GrecaCandidato “em espera”; possui recall popular, mas precisa de legenda garantida.
Ricardo BarrosAtua como o “fiel da balança”, tentando atrair Greca para o seu raio de influência.

“Ele senta, conversa, mas não converte ninguém”, disparou Ricardo Barros sobre Sergio Moro, sinalizando que a porta para o ex-juiz no grupo liderado pelo PP está, por ora, trancada.

A movimentação de Greca para a secretaria estadual foi lida por muitos como uma forma de Ratinho Junior mantê-lo sob controle. No entanto, o convite de Barros para que ele lidere a chapa pode ser o empurrão que faltava para Greca decidir se continuará sendo um “soldado do grupo” ou se assumirá o protagonismo de um projeto que pode, sim, confrontar os planos originais do atual governador

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