Greve de ônibus em SP: Acordo sobre 13º Salário encerra paralisação de motoristas e prefeitura ameaça intervenção

Motoristas e cobradores de ônibus da cidade de São Paulo encerraram a paralisação que teve início na tarde desta terça-feira (9), após uma reunião de emergência na Prefeitura. A greve, motivada pelo atraso no pagamento do 13º salário e de outros benefícios por parte das empresas, afetou milhões de passageiros, causou transtornos e levou a cidade a registrar um dos maiores congestionamentos do ano no horário de pico.

​A mobilização, que começou de forma espontânea nos terminais por iniciativa dos próprios motoristas e cobradores, atingiu diversos pontos da capital, como Dom Pedro II, Santo Amaro e Campo Limpo, segundo o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (SindMotoristas).

​Compromisso de Pagamento

​O ponto central da paralisação foi a falta do 13º salário, cuja primeira parcela deveria ter sido paga em novembro, e o atraso no vale-refeição das férias de setembro, outubro e novembro. Após o movimento de protesto e o recolhimento de parte da frota, o Sindicato foi chamado para uma reunião com o prefeito Ricardo Nunes (PP) e representantes das viações.

​No encontro, as empresas concessionárias se comprometeram a realizar o pagamento do 13º salário na próxima sexta-feira, 12 de dezembro de 2025.

​ Posicionamento da Prefeitura e Empresas

​O prefeito Ricardo Nunes classificou a atitude das empresas como “inaceitável” e garantiu que a gestão municipal está em dia com os repasses para as companhias de ônibus. Nunes ainda ameaçou tomar medidas duras, como processo de intervenção nos contratos, caso o novo prazo de pagamento não seja cumprido. A Prefeitura chegou a registrar um boletim de ocorrência contra as empresas pela paralisação sem aviso prévio.

​O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de São Paulo (SPUrbanuss), por sua vez, confirmou que solicitou um maior prazo para o pagamento, citando questões de recomposição de equilíbrio financeiro nos contratos com o município.

​ Impacto e Retomada

​A greve surpresa no final da tarde, um dos horários de maior movimento, gerou caos na mobilidade urbana. Com a falta de ônibus, a cidade registrou um congestionamento de 1.486,1 quilômetros às 19h, um recorde de lentidão para o ano.

​Como medida emergencial, a Prefeitura suspendeu o rodízio municipal de veículos na parte da tarde. Com o fim da paralisação, anunciado ainda na noite de terça-feira, a expectativa é que a frota circule normalmente nesta quarta-feira (10), retornando a operação plena do sistema de transporte público.

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