Um homem de 40 anos, identificado como Vinícius Guedes Sin, foi preso pela Polícia Civil do Rio de Janeiro sob a acusação de praticar crimes de perseguição (stalking) e difamação contra três operadoras do Direito. As vítimas são uma juíza, uma promotora de Justiça e a sua própria ex-advogada, todas atuantes em um processo de Direito de Família que envolve a disputa pela guarda de seu filho.
O esquema de ataques virtuais
De acordo com as investigações da 16ª DP (Barra da Tijuca), Vinícius não aceitava as decisões judiciais proferidas no processo de guarda. Como retaliação, ele passou a utilizar as redes sociais e canais de comunicação para proferir ofensas e ataques sistemáticos à honra das profissionais envolvidas.
- As Vítimas: Além da magistrada e da representante do Ministério Público, o acusado mirou sua própria defesa técnica, atacando a advogada que o representava anteriormente.
- O “Modus Operandi”: O investigado criava perfis e utilizava plataformas digitais para disseminar informações falsas e discursos de ódio, tentando deslegitimar a atuação técnica das autoridades e da advogada.
- A Prisão: A captura ocorreu após o monitoramento das atividades digitais e a constatação do risco à integridade psicológica e à segurança das vítimas.
Contexto Jurídico e Stalking
O caso acende um alerta sobre a segurança de profissionais do Judiciário em processos de alta voltagem emocional, como os de vara de família. Desde 2021, o crime de perseguição (Art. 147-A do Código Penal) prevê reclusão para quem invade a liberdade ou privacidade de outrem.
”A atuação de magistrados e promotores é pautada na lei, e tentativas de intimidação através de linchamentos virtuais configuram crime grave contra a administração da Justiça”, destacaram autoridades ligadas ao caso.
Desdobramentos
Vinícius Guedes Sin foi encaminhado ao sistema prisional e responderá pelos crimes de perseguição e difamação. O processo de guarda do menor segue tramitando sob sigilo de Justiça, visando preservar a criança envolvida no conflito.




