Justiça francesa faz buscas no escritório do X e intima Elon Musk em investigação sobre o Grok

Em uma escalada significativa das tensões entre as autoridades europeias e as Big Techs, a unidade de crimes cibernéticos da polícia francesa, com apoio da Europol, realizou nesta terça-feira, 3 de fevereiro de 2026, uma operação de busca e apreensão na sede da rede social X (antigo Twitter) na capital francesa. O bilionário e proprietário da plataforma, Elon Musk, e a ex-CEO da empresa, Linda Yaccarino, foram formalmente intimados a prestar depoimento.

​A operação é o desdobramento de um inquérito preliminar aberto no início de 2025, originalmente focado em manipulação de algoritmos. No entanto, o escopo da investigação foi drasticamente ampliado após a integração da inteligência artificial Grok ao sistema de recomendação da rede.

​As frentes da investigação

​As autoridades francesas apuram a responsabilidade da plataforma em sete crimes graves. Entre os pontos centrais da acusação, destacam-se:

  • Conteúdo infantil ilegal: Suspeita de cumplicidade na posse e distribuição organizada de imagens pornográficas de menores.
  • Deepfakes sexuais não consensuais: O uso do Grok para criar montagens explícitas de pessoas reais (incluindo celebridades e civis) sem consentimento, violando direitos de imagem.
  • Negacionismo e Crimes contra a Humanidade: Relatos de que a IA teria gerado conteúdos que negam o Holocausto, prática que é crime na França.
  • Fraude de dados e algoritmos: A extração fraudulenta de dados para treinar a IA e a suspeita de que o algoritmo de recomendação tenha sido alterado para favorecer conteúdos prejudiciais.

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