JUSTIÇA MANTÉM condenação de Felipe Prior a 8 anos de prisão por estupro


O Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou a condenação de Felipe Prior, arquiteto e ex-participante do Big Brother Brasil 20, à pena de oito anos de prisão em regime semiaberto pelo crime de estupro. A decisão, que se torna um marco definitivo no processo, encerra as possibilidades de recurso ordinário sobre o mérito do caso, consolidando a sentença estabelecida anteriormente pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).
O crime em questão ocorreu em agosto de 2014. De acordo com os autos do processo, Prior ofereceu carona à vítima e a uma amiga após uma festa universitária. Após deixar a primeira passageira em sua residência, o condenado teria se dirigido a uma rua deserta nas proximidades da casa da vítima, onde praticou o ato sexual sem consentimento. A denúncia detalhou que a mulher estava sob efeito de álcool, o que a impossibilitou de oferecer resistência física ou cognitiva à agressão.
Histórico e desdobramentos judiciais
O caso ganhou ampla visibilidade em 2020, durante a participação de Prior no reality show da TV Globo, quando as primeiras denúncias vieram a público. Em primeira instância, em julho de 2023, ele havia sido condenado a seis anos de reclusão. Contudo, após recursos de ambas as partes, o TJ-SP elevou a pena para oito anos em setembro de 2024, decisão agora referendada pelas instâncias superiores.
Embora o ex-BBB tenha sido absolvido recentemente em outros dois processos distintos por falta de provas (relativos a episódios que teriam ocorrido em 2015 e 2018), esta condenação específica de 2014 permanece válida e com execução determinada. A defesa de Felipe Prior, durante todo o rito processual, sustentou a tese de que a relação foi consensual, alegando inocência e criticando o que chamou de “julgamento mediático”.
Situação atual
Com a manutenção da sentença pelo STJ, o processo caminha para o trânsito em julgado, momento em que a guia de recolhimento para o cumprimento da pena deve ser expedida. No regime semiaberto, o condenado tem o direito de trabalhar ou estudar durante o dia, devendo retornar à unidade prisional no período noturno.
Até o fechamento desta matéria, Felipe Prior mantém sua rotina de influenciador digital nas redes sociais, onde acumula milhões de seguidores, enquanto seus advogados avaliam as últimas medidas processuais possíveis no Supremo Tribunal Federal (STF), embora as chances de reversão do mérito sejam consideradas mínimas por especialistas jurídicos.

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