A exatos 100 dias do primeiro turno das eleições gerais de 2026, marcado para o dia 4 de outubro, o cenário político brasileiro consolida uma polarização precoce e intensa. A corrida pela Presidência da República tem como protagonistas o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca um inédito quarto mandato, e o senador Flávio Bolsonaro (PL), consolidado como o principal nome da oposição após a definição de sua pré-candidatura.
O pano de fundo desse embate é marcado por uma forte judicialização no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), alimentada por denúncias financeiras e pelo uso pioneiro de ferramentas tecnológicas.
O impacto do caso Master nas intenções de voto
O debate econômico e moral da pré-campanha ganhou novos contornos com os desdobramentos do chamado caso Master. O escândalo financeiro envolvendo investigações sobre fraudes e vazamentos tornou-se o principal combustível para ataques mútuos entre as alas governista e oposicionista.
- Desgaste e oscilações: Pesquisas de opinião recentes apontam que o caso gerou flutuações nas intenções de voto. Setores da oposição tentam associar o Palácio do Planalto a uma suposta leniência com irregularidades, enquanto o governo rebate apontando conexões de aliados do clã Bolsonaro com os investigados.
- Percepção pública: Levantamentos indicam que o tema divide o eleitorado e eleva os índices de rejeição de ambos os lados, tornando-se a narrativa central na disputa pelo voto dos eleitores independentes.
A guerra da inteligência artificial no TSE
Se fora dos tribunais o foco é o caso Master, nos bastidores do TSE a preocupação gira em torno da tecnologia. A corte eleitoral enfrenta uma enxurrada de representações jurídicas motivadas por propaganda antecipada e pelo uso indevido de inteligência artificial (IA).
”O monitoramento e a avaliação de conteúdos produzidos por IA serão os maiores desafios da magistratura em 2026, dada a facilidade de acesso a essas ferramentas.” — Avaliação interna de ministros do TSE.
As equipes jurídicas de Lula e Flávio Bolsonaro travam uma verdadeira batalha de liminares. Entre as principais frentes de conflito estão:
- Criação de avatares e perfis falsos: Pedidos de suspensão de perfis gerados inteiramente por IA que simulam cidadãos comuns emitindo opiniões políticas.
- Narrativas visuais negativas: Questionamentos sobre o uso de animações e edições computadorizadas com o intuito de criar “ambientes de ilicitude” ao redor dos adversários antes do período oficial de campanha, que começa em 16 de agosto.
Calendário e próximos passos
Com a aproximação do prazo final para o registro oficial das candidaturas e o início do horário eleitoral, o ritmo de alianças deve se acelerar. Figuras como Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos correm por fora na tentativa de quebrar a polarização que, até o momento, domina a contagem regressiva para as urnas.
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