Brasil

Lula e Lewandowski definem saída da Justiça enquanto reforma ministerial ganha força para 2026

​O presidente Luiz Inácio Lula da Silva retornou a Brasília nesta semana com uma prioridade clara na agenda: reorganizar o primeiro escalão do governo. O movimento é precipitado pela decisão irrevogável do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, que manifestou o desejo de deixar o cargo ainda em janeiro — preferencialmente até o final desta semana, na sexta-feira (9).

​A saída de Lewandowski, que assumiu a pasta em fevereiro de 2024 após a ida de Flávio Dino para o STF, é vista como o “pontapé inicial” de uma reforma ministerial mais ampla. Diferente de outros colegas, a motivação do ministro não é eleitoral, mas sim de ordem pessoal e profissional, citando cansaço e o desejo de encerrar seu ciclo no Executivo.

​Os nomes no tabuleiro e a pressão do PT

​Com a vacância iminente, o Palácio do Planalto já avalia substitutos. O atual secretário-executivo da pasta, Manoel Carlos de Almeida Neto, é o nome natural para assumir o comando interinamente. No entanto, nomes de peso político e jurídico circulam nos bastidores:

  • Rodrigo Pacheco: O presidente do Senado é citado como um forte candidato para a Justiça, caso o ministério seja mantido em seu formato atual.
  • Andrei Rodrigues: O diretor-geral da Polícia Federal é cotado especialmente se Lula decidir pela divisão da pasta, assumindo um eventual Ministério da Segurança Pública.
  • Paulo Gonet e nomes do Judiciário: Perfis técnicos e com trânsito nas cortes superiores continuam no radar do presidente.

​A ala política do PT pressiona para que Lula aproveite a troca para separar as pastas de Justiça e Segurança Pública, visando dar mais foco ao combate ao crime organizado — tema central para as eleições de 2026.

​A “Debandada” de abril

​A reforma não para em Lewandowski. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também já sinalizou que deixará o governo, provavelmente em fevereiro, para se dedicar à coordenação da campanha de reeleição de Lula. O secretário-executivo Dario Durigan é o favorito para sucedê-lo.

​Além deles, estima-se que até 22 dos 38 ministros deixem seus cargos até o dia 4 de abril, prazo limite para a desincompatibilização de quem pretende disputar as eleições gerais. Nomes como Renan Filho (Transportes), Carlos Fávaro (Agricultura) e Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos) devem retornar aos seus estados para concorrer ao Senado ou a governos estaduais.

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