Brasil

Malafia é denunciado por Gonet e reage com críticas ao Judiciário

​O cenário político-judiciário brasileiro registrou um novo capítulo de tensão nesta semana. O Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, apresentou uma denúncia formal contra o pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo. A acusação foca em declarações do religioso que, segundo a PGR, extrapolam a liberdade de expressão e configuram ataques sistemáticos às instituições democráticas.

​O teor da denúncia

​A peça acusatória apresentada por Gonet fundamenta-se em vídeos e publicações em redes sociais onde Malafaia utiliza termos agressivos contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente o ministro Alexandre de Moraes. A PGR sustenta que o pastor tem atuado para incitar a animosidade entre as Forças Armadas e os Poderes constituídos, além de propagar desinformação sobre o sistema eleitoral.

​A reação de Silas Malafaia

​Longe de recuar, o pastor utilizou seus canais oficiais para expressar o que aliados descrevem como uma mistura de indignação e preocupação com o cerceamento de sua atuação. Em vídeo recente, Malafaia classificou a denúncia como “perseguição religiosa e ideológica”.

  • Argumento de Defesa: O pastor afirma que suas falas estão protegidas pela “liberdade de cátedra” e pelo direito de crítica inerente a qualquer cidadão.
  • Tom do Discurso: Malafaia tem convocado seus seguidores a observarem o que ele chama de “ditadura do Judiciário”, subindo o tom contra Paulo Gonet, a quem acusa de agir sob influência política.

​O contexto político

​A denúncia ocorre em um momento de estreitamento do cerco jurídico contra figuras que participaram ativamente da mobilização de atos de contestação institucional nos últimos anos. Malafaia, que foi um dos principais organizadores de manifestações em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, é visto pelos investigadores como um influenciador central na manutenção de narrativas de ruptura.

​Próximos passos

​Agora, cabe ao Judiciário analisar se aceita a denúncia e torna o pastor réu. Se condenado, as penas podem variar de multas pesadas até a restrição de direitos e liberdade, dependendo da tipificação final dos crimes de incitação e calúnia.

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