Manifestação de Nikolas Ferreira em Brasília reúne cerca de 18 mil pessoas e é marcada por descarga elétrica

O ato liderado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) na Praça do Cruzeiro, em Brasília, reuniu cerca de 18 mil pessoas neste domingo, 25 de janeiro de 2026. O dado foi divulgado pelo Monitor do Debate Político no Meio Digital, da Universidade de São Paulo (USP), que utilizou imagens aéreas e inteligência artificial para realizar a contagem no momento de pico da manifestação.

​A estimativa da USP aponta que o público flutuou entre 15,8 mil e 20,1 mil participantes, considerando uma margem de erro de 12%. Outras fontes, como a organização do evento e veículos alinhados à oposição, chegaram a citar números significativamente maiores, mencionando entre 50 mil e até 100 mil pessoas ao longo das quatro horas de mobilização, justificando que a forte chuva e o uso de guarda-chuvas dificultaram a precisão visual.

​Encerramento da “Caminhada pela Liberdade”

​O evento marcou a conclusão de uma jornada de 240 quilômetros iniciada por Nikolas Ferreira em Minas Gerais. Rebatizado como movimento “Acorda, Brasil”, o ato teve como pautas principais o apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro — que se encontra detido — e críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente às decisões do ministro Alexandre de Moraes.

​Em seu discurso, Nikolas adotou um tom de cautela estratégica, orientando seus apoiadores a não marcharem em direção à Esplanada dos Ministérios para evitar confrontos ou novas acusações de atos antidemocráticos. “Ninguém deve descer para a Esplanada. Tudo o que a esquerda quer é um motivo para nos destruir”, afirmou o parlamentar.

​Incidente com raio deixa feridos

​A manifestação foi marcada por um incidente grave: durante a forte chuva que atingiu a capital federal, um raio caiu próximo à concentração de manifestantes. Segundo o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal e relatos de hospitais locais, dezenas de pessoas precisaram de atendimento médico.

​Os dados sobre os feridos variaram entre as fontes nas primeiras horas após o evento:

  • ​A Folha de S.Paulo e o Estado de S. Paulo reportaram que dezenas de pessoas foram socorridas, com vítimas encaminhadas ao Hospital de Base e ao Hospital Regional da Asa Norte (HRAN).
  • ​Relatos indicam que alguns manifestantes sofreram choques elétricos e queimaduras leves, mas a maioria foi liberada após observação.

​O deputado Nikolas Ferreira visitou alguns dos feridos após o encerramento do ato e utilizou suas redes sociais para prestar solidariedade, classificando o ocorrido como um “incidente natural” que fugiu ao controle da organização.

​Ausências e Presenças

​Apesar da mobilização nas redes sociais, figuras centrais do bolsonarismo não compareceram fisicamente. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro encontrou o deputado pela manhã, mas não participou do ato principal. O pastor Silas Malafaia e o senador Flávio Bolsonaro também estiveram ausentes — o último por estar em viagem oficial a Jerusalém. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, marcou presença de forma discreta.

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