CIDADE DO MÉXICO – O clima de festa da abertura da Copa do Mundo de 2026 deu lugar a cenas de intensa violência e tensão do lado de fora do Estádio Azteca. Um forte confronto entre manifestantes e policiais nos arredores da arena marcou o primeiro dia do torneio mundial no país.
O tumulto generalizado começou quando um grupo de manifestantes avançou contra os cordões de isolamento montados pelas forças de segurança. Utilizando pedaços de madeira, tacos e pedras, parte da multidão depredou e quebrou viaturas da polícia, gerando uma rápida resposta dos agentes com bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo para tentar dispersar o ato.
A mobilização reuniu diferentes setores sociais, incluindo professores, estudantes e, principalmente, familiares de pessoas desaparecidas na guerra contra as drogas — uma das crises humanitárias mais profundas enfrentadas pelo México. Ativistas e organizações sociais já haviam planejado protestos simultâneos para o dia da abertura, buscando aproveitar os holofotes internacionais do evento esportivo para chamar a atenção global para a violência interna, a impunidade e as demandas educacionais e trabalhistas.
O trânsito e o acesso de torcedores ao redor do Azteca foram severamente afetados pelas barricadas e pelo confronto. Até o momento, as autoridades locais e a Fifa não divulgaram um balanço oficial sobre o número de feridos ou detidos na confusão externa, mas o esquema de segurança foi reforçado em toda a capital para evitar novos incidentes ao longo do campeonato.








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