O caso do pequeno Brenno Fernandes Girdziauckas, de 4 anos, que sobreviveu a uma queda do 10º andar de um edifício no Centro de Ribeirão Preto (SP), continua a intrigar a comunidade médica e a emocionar o país. O acidente ocorreu no final de dezembro de 2025, e as atualizações mais recentes de janeiro de 2026 trazem um desfecho de superação: o menino já recebeu alta e apresenta uma evolução considerada extraordinária.
Os fatores que permitiram a sobrevivência
Embora a ciência tenha dificuldade em explicar como um impacto de uma altura de aproximadamente 30 metros não foi fatal, especialistas e a perícia apontam elementos cruciais que ajudaram a preservar a vida de Brenno:
- Obstáculos no percurso: Durante a queda, o menino atingiu uma janela de vidro no 8º andar e um corrimão da área comum antes de chegar ao solo. Segundo a polícia, esses choques podem ter reduzido a velocidade final do impacto.
- Agilidade no socorro: A família reside a apenas um quarteirão do Hospital das Clínicas (Unidade de Emergência). O atendimento multidisciplinar imediato foi fundamental para estabilizar o quadro de politraumatismo.
- Dinâmica do impacto: Médicos destacam que a ausência de trauma craniano grave ou lesões em órgãos vitais — algo raríssimo em quedas dessa magnitude — foi decisiva. O foco das lesões concentrou-se nos membros inferiores (fratura bilateral de fêmur).
Recuperação e alta hospitalar
Após passar por três cirurgias complexas para a reconstrução dos ossos das pernas, Brenno recebeu alta no dia 18 de janeiro de 2026. O ortopedista Pedro Henrique, que acompanhou o caso, classificou a recuperação como um “milagre”, destacando que, apesar de a ciência explicar a possibilidade de sobrevivência, a evolução rápida e a tranquilidade da criança foram pontos fora da curva.
”É um trauma de ‘alta energia’. A gente anda junto com a ciência e sabe que é possível, mas não é comum. Para quem acredita, ele teve uma ajuda do anjinho da guarda”, afirmou o médico à imprensa local.
O episódio reacendeu o debate sobre a segurança em condomínios, especialmente para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), como Brenno, que podem não perceber riscos iminentes. A Polícia Civil registrou o caso como queda acidental.




