TEERÃ – Em sua primeira manifestação oficial desde as cerimônias fúnebres de seu pai, o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, subiu o tom contra o Ocidente. Através de um comunicado divulgado neste sábado, o líder iraniano prometeu vingar o assassinato do aiatolá Ali Khamenei, classificando a retaliação como “uma exigência da nação que definitivamente será concretizada”.
A declaração ocorre em um momento de extrema fragilidade diplomática. O aiatolá Ali Khamenei foi morto no dia 28 de fevereiro durante bombardeios coordenados por forças dos Estados Unidos e de Israel. Após um longo funeral que mobilizou milhões de pessoas em Teerã e terminou oficialmente nesta semana, o governo iraniano deixou claro que não pretende recuar. Segundo Mojtaba, Teerã já compilou uma lista detalhada com os nomes de todos os envolvidos na operação, “dos escalões mais altos aos mais baixos”.
A reação de Washington foi imediata e agressiva. O presidente norte-americano, Donald Trump, declarou formalmente que o acordo de paz com o Irã está desfeito. Ele alertou que os Estados Unidos possuem mais de mil mísseis prontos e apontados para alvos estratégicos na República Islâmica, ameaçando “destruir o país” caso as forças iranianas tentem realizar qualquer tipo de ataque ou tentativa de assassinato contra autoridades americanas.
As negociações entre as duas potências, que vinham sendo intermediadas na Suíça e em Omã, estão completamente paralisadas. Fontes ligadas ao governo iraniano informaram que o país descarta retomar os diálogos enquanto os EUA não cumprirem acordos prévios. Para reabrir a mesa de negociação, Teerã exige a criação de um grupo de trabalho focado no conflito no Líbano, a normalização das exportações de seu petróleo e a garantia de controle sobre o Estreito de Ormuz — ponto marítimo crucial que os EUA e aliados exigem que permaneça livre para a navegação comercial.
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