Uma surpresa inacreditável mobilizou os moradores de um condomínio residencial em Bauru, no interior de São Paulo. A publicitária Laís Flores, que costuma pagar um valor médio de R$ 75 pela tarifa de água, foi surpreendida ao receber em seu aplicativo bancário uma notificação de cobrança no valor exato de R$ 2.986.613,30.
A fatura astronômica, com vencimento previsto para 1º de outubro, foi emitida pela Companhia de Saneamento de Bauru (CSB). Devido ao valor fora da realidade, a moradora — que tem discalculia — chegou a achar inicialmente que se tratava de um engano de leitura. Contudo, ao realizar os cálculos do consumo exigido na cobrança, constatou-se que o montante equivaleria a aproximadamente 100 milhões de litros de água, volume capaz de abastecer uma única pessoa por mais de 1.800 anos.
Ao buscar esclarecimentos com outros moradores de seu condomínio, Laís descobriu algo ainda mais impressionante: o problema não era isolado. Vários vizinhos também haviam recebido notificações e cobranças com valores discrepantes e exorbitantes, variando de R$ 8 mil a quantias que também ultrapassavam a marca dos R$ 3 milhões.
Diante do transtorno generalizado no residencial, os moradores se mobilizaram para contestar os lançamentos junto à concessionária responsável, alegando erro crasso no sistema de medição ou no faturamento dos boletos emitidos em seus CPFs.
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