A crise no abastecimento de água em Guaratuba, que castiga moradores e turistas neste início de 2026, tomou um rumo jurídico severo. O Ministério Público do Paraná (MPPR) oficializou a abertura de um procedimento criminal para investigar a conduta dos gestores da Sanepar, atendendo a uma representação protocolada pelo Conselho Comunitário de Segurança (CONSEG) do município.
O presidente do CONSEG, que lidera a denúncia, aponta uma contradição inaceitável: enquanto o Governo do Estado e a companhia anunciam “obras milionárias” e investimentos em infraestrutura — como a Ponte de Guaratuba e novos reservatórios —, a população enfrenta torneiras secas pelo terceiro ano consecutivo em plena temporada de verão.
O Contraste entre Investimento e Realidade
A denúncia do Conselho destaca que a falta de planejamento e a ineficiência operacional estão prejudicando a saúde pública e a economia local.
- Obras Milionárias: O CONSEG questiona o destino dos recursos, citando que os altos valores investidos não se traduzem em segurança hídrica.
- Caos no Réveillon: Turistas e residentes relataram ter passado a virada de ano sem água para higiene básica e preparo de alimentos. Em alguns casos, veranistas foram flagrados utilizando água da chuva para banho.
- Qualidade Questionável: Além da falta de pressão, há relatos de que, quando o fornecimento retorna, a água apresenta turbidez, cor escura ou até sabor salgado.
Situação Atual: Bairros Ainda Desabastecidos
Nesta sexta-feira, 2 de janeiro de 2026, a situação continua crítica. Diversos bairros seguem com o fornecimento interrompido ou com pressão insuficiente. Entre as localidades mais afetadas estão:
- Coroados, Nereidas e Eliana;
- Cohapar, Piçarras e Mirim;
- Centro e Brejatuba.







