O Ministério Público do Estado do Paraná (MPPR) deu início a uma investigação para apurar possíveis ilegalidades no pagamento de gratificações a uma servidora pública do município de Pitanga, na região central do estado. O foco da apuração é Elis Regina Locatelle, que atuou como chefe do setor de Recursos Humanos durante a gestão municipal anterior.
Detalhes da investigação
A portaria de instauração do Inquérito Civil nº 0112.25.000866-4 foi assinada em 14 de janeiro de 2026 pela Promotora de Justiça Dr.ª Amanda Ribeiro dos Santos, da 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Pitanga.
O objetivo central do procedimento é:
- Levantar informações preliminares: Coletar documentos e registros de pagamento da prefeitura.
- Avaliar a legalidade: Verificar se as gratificações concedidas à servidora possuem base legal ou se configuram enriquecimento ilícito ou dano ao erário.
- Definir providências: Caso as irregularidades sejam confirmadas, o MPPR poderá ajuizar uma Ação Civil Pública por improbidade administrativa.
Contexto e repercussão
A investigação surge em um momento de transição de governo, onde as contas e atos da gestão passada passam por escrutínio. De acordo com informações locais, as suspeitas recaem sobre o volume e a justificativa técnica para os valores recebidos por Elis Regina enquanto chefiava o RH.
Até o fechamento desta matéria, a defesa da servidora e os representantes da gestão anterior não haviam se manifestado publicamente sobre o teor do inquérito. O espaço segue aberto para esclarecimentos.
Nota sobre o vídeo mencionado: > Circula paralelamente em redes sociais um vídeo de origem estrangeira (em idioma russo) mostrando a queima de um passaporte pertencente a um indivíduo identificado como Omar. Até o momento, as autoridades brasileiras não confirmaram qualquer conexão oficial entre este vídeo e a investigação conduzida pelo MPPR em Pitanga, tratando-se, possivelmente, de conteúdo desconexo ao processo administrativo local.




