O cenário bancário brasileiro registrou um marco histórico nesta quinta-feira (22). De acordo com os dados mais recentes do Banco Central (BC), o Nubank ultrapassou o Bradesco e consolidou-se como a segunda maior instituição financeira do país em número de clientes. Com a marca de 112 milhões de usuários, a fintech agora fica atrás apenas da Caixa Econômica Federal, que lidera isolada com 158 milhões de correntistas.
A ascensão do “roxinho” reflete uma mudança estrutural no setor. Em apenas um ano, o banco digital adicionou mais de 11 milhões de novos clientes à sua base, superando o ritmo de crescimento dos chamados “bancões” tradicionais. Para se ter uma ideia da velocidade dessa expansão, o Nubank já havia superado o Banco do Brasil e o Santander em 2023, e o Itaú Unibanco no final de 2024.
O novo ranking das instituições (4º Trimestre de 2025):
- Caixa Econômica Federal: 158,1 milhões
- Nubank: 112,0 milhões
- Bradesco: 110,5 milhões
- Itaú Unibanco: 100,3 milhões
- Banco do Brasil: 81,9 milhões
Engajamento e rentabilidade
Além do volume bruto de clientes, os números qualitativos impressionam analistas de mercado. Segundo a CEO do Nubank no Brasil, Livia Chanes, cerca de 85% da base de clientes mantém atividade mensal. “Isso é fruto da estratégia de aprofundamento das relações e ampliação do uso de produtos”, afirmou a executiva em comunicado recente. O engajamento se traduz em resultados financeiros: a receita média por cliente ativo (ARPAC) atingiu seu patamar histórico mais alto no terceiro trimestre de 2025.
Desafios regulatórios
Apesar da liderança numérica entre as instituições privadas, o Nubank enfrenta novos desafios no horizonte. O Banco Central determinou recentemente que fintechs não poderão usar o termo “bank” ou “banco” em seus nomes fantasia sem a devida licença bancária plena. Em resposta, o Nubank já iniciou o processo de adequação para obter essa licença até março de 2026, garantindo a manutenção de sua identidade visual e marca.
Contexto de mercado
A virada histórica acontece em um momento em que o valor de mercado da instituição também atinge picos recordes, chegando a superar gigantes como a Petrobras. Enquanto isso, o setor observa a consolidação de outras plataformas digitais, como o PicPay e o Mercado Pago, que também registram forte crescimento, evidenciando que a digitalização do sistema financeiro nacional é um caminho sem volta.




