O Maquiavel de Trump: Stephen Miller prega uso da força contra Maduro e projeta nova ordem global
Se o primeiro mandato de Donald Trump teve em Stephen Miller o arquiteto das restrições migratórias, o segundo mandato — iniciado em 2025 — consolidou o assessor como o verdadeiro ideólogo de uma política externa baseada no “poder duro” e na força militar. No início de janeiro de 2026, Miller emergiu como a figura central por trás da operação relâmpago que resultou na captura de Nicolás Maduro, sinalizando que a retórica de “América Primeiro” evoluiu para uma doutrina de intervenção pragmática e implacável.
O Arquiteto da Força
Stephen Miller, agora ocupando o cargo de vice-chefe de gabinete para políticas públicas, não se limita mais a redigir discursos ou planejar muros fronteiriços. Recentemente, ele defendeu publicamente que as “leis inquebrantáveis do mundo” são regidas pela força, justificando o uso de recursos militares não apenas para segurança interna, mas para moldar a geopolítica do Hemisfério Ocidental.
A captura de Maduro, ocorrida no último sábado (3 de janeiro de 2026), é vista por analistas como o ápice da influência de Miller sobre o Departamento de Defesa e a CIA. Ele teria coordenado uma equipe central — incluindo o Secretário de Estado, Marco Rubio, e o de Defesa, Pete Hegseth — para executar o que a Casa Branca classifica como o “desmantelamento de um cartel de drogas que governava um país”.
A Conexão entre Imigração e Intervenção
A estratégia de Miller é simbiótica: ao atacar o regime venezuelano, ele cria o pretexto jurídico para acelerar sua agenda doméstica de deportações em massa.
- O “Inimigo Estrangeiro”: Miller tem defendido o uso do Alien Enemies Act (Lei de Inimigos Estrangeiros) de 1798. A lógica é que, ao classificar gangues como o Tren de Aragua como braços do regime Maduro, qualquer cidadão venezuelano em situação irregular poderia ser sumariamente deportado como uma “ameaça de nação inimiga”.
- Campos de Detenção: Para viabilizar a promessa de deportar mais de um milhão de pessoas por ano, Miller planeja a construção de vastos campos de detenção militarizados em solo americano, financiados através da declaração de emergência nacional na fronteira.
Próximos Alvos: Da Venezuela à Groenlândia
A audácia do “Maquiavel de Trump” não para em Caracas. Fontes ligadas à Casa Branca indicam que Miller já trabalha no próximo projeto de expansão da soberania americana: a anexação da Groenlândia.
- Justificativa Estratégica: Miller argumenta que o controle do Ártico é vital contra a influência russa e chinesa.
- Abordagem de Força: Seguindo o modelo aplicado na Venezuela, a administração Trump não descarta o uso de “opções militares” caso a Dinamarca e o governo local da Groenlândia continuem a recusar propostas de compra ou negociação.







