Paraná

Oposição aciona órgãos de controle após vazamento de áudios envolvendo gestores da Sanepar

O cenário político e administrativo do Paraná foi sacudido na última quarta-feira (24) pelo vazamento de áudios em aplicativos de mensagens que sugerem uma suposta arrecadação de valores entre ocupantes de cargos comissionados. O objetivo do montante seria o pagamento de dívidas de campanha eleitoral. No centro da polêmica estão Rafael Samuel Malaguido, gerente-geral da Sanepar para a região Nordeste, e Jaime Antonio de Camargo Ferreira, cujas vozes foram identificadas nos arquivos compartilhados.

Detalhes do Escândalo

Nos áudios, que rapidamente viralizaram e foram batizados em grupos de mensagens como “escândalos de corrupção da Sanepar”, os interlocutores discutem a necessidade de aportes financeiros por parte de funcionários detentores de cargos de confiança. A natureza da cobrança levantou suspeitas imediatas sobre a prática de “rachadinha” ou financiamento irregular de atividades políticas utilizando a estrutura da companhia de saneamento.

Ofensiva Jurídica e Administrativa

A repercussão nacional do caso mobilizou a oposição na Assembleia Legislativa e em outras esferas políticas, que iniciaram uma série de medidas protocolares para garantir a apuração rigorosa dos fatos:

  • Casa Civil: Um ofício foi encaminhado ao chefe da pasta, João Carlos Ortega, solicitando acesso imediato a informações e esclarecimentos sobre a conduta dos servidores citados.
  • Ministério Público: O Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, foi formalmente acionado por meio de ofício para que o Ministério Público do Paraná (MP-PR) investigue possíveis crimes de improbidade administrativa e corrupção.
  • Polícia Federal: A Superintendência da PF no Paraná também recebeu notificações para avaliar se há crimes federais ou eleitorais envolvidos na movimentação de recursos mencionada nos áudios.

Posicionamento das Partes

Até o momento, a Sanepar informou que preza pela transparência e que processos internos de compliance devem ser instaurados para averiguar a conduta de seus gestores. O Governo do Estado tem reiterado que não compactua com irregularidades e que aguarda a apuração dos órgãos competentes.

A sociedade civil e os órgãos de fiscalização agora aguardam a perícia dos áudios e a quebra de sigilos, se necessário, para determinar se houve pressão hierárquica para a arrecadação de valores e qual seria o destino final desse dinheiro.

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