Oposição aciona Polícia Federal e MP contra o Governo Ratinho Jr. após áudios sugerirem esquema na Sanepar
A Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) tornou-se o centro de uma nova tempestade política nesta semana. A Bancada de Oposição, liderada pelo deputado Arilson Chiorato (PT) e com participação ativa de Mauricio Requião (PDT), protocolou representações formais na Polícia Federal (PF) e no Ministério Público (MP-PR) para investigar graves denúncias envolvendo a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar).
O estopim da crise foi a divulgação de áudios que sugerem a existência de um esquema de arrecadação ilegal de recursos e o uso político da estatal para fins eleitorais e partidários.
As frentes de investigação
A movimentação dos parlamentares busca apurar se a estrutura da Sanepar foi utilizada como “balcão de negócios”. Entre as principais medidas tomadas pela oposição, destacam-se:
- Acionamento da Polícia Federal: Devido à natureza das denúncias que podem envolver crimes federais e impacto em uma empresa de capital aberto.
- Protocolo no Ministério Público: Pedido de abertura de inquérito civil e criminal para apurar a veracidade dos áudios e os nomes citados.
- Pedido de Informações à Casa Civil: Exigência de transparência sobre os contratos e nomeações mencionados nas gravações.
A resposta do Governo e da Sanepar
O Governo de Carlos Massa Ratinho Junior adotou uma postura de descompressão, minimizando o impacto do material. Em nota oficial, o Executivo classificou as denúncias como “antigas e requentadas”, sugerindo que o conteúdo já seria de conhecimento público e careceria de novos fatos.
No entanto, o posicionamento oficial evitou comentar o teor específico das gravações, o que gerou críticas ácidas no plenário da Alep. Segundo o deputado Arilson Chiorato, “o fato de ser uma denúncia de fatos que vêm ocorrendo há tempos não retira a gravidade, pelo contrário, agrava a suspeita de um esquema sistêmico”.
Contexto e Desdobramentos Recentes
A Sanepar vive um momento de transição sensível, com debates sobre parcerias público-privadas (PPPs) e a gestão de recursos hídricos no estado. O surgimento desses áudios coloca sob pressão o compliance da companhia, que é listada na Bolsa de Valores (B3) e possui normas rígidas de governança.
O mercado financeiro e a população paranaense aguardam agora os próximos passos das autoridades. Se a PF aceitar a denúncia, o caso pode subir de patamar, exigindo depoimentos de diretores da estatal e secretários de Estado.
Nota do Editor: O espaço segue aberto para que o Governo do Estado e a diretoria da Sanepar apresentem esclarecimentos detalhados sobre os pontos específicos levantados pela Bancada de Oposição.







