O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, subiu o tom contra o governo dos Estados Unidos neste domingo (4), denunciando que a equipe de segurança do presidente Nicolás Maduro foi morta “a sangue frio” durante a operação militar que resultou na captura do líder venezuelano.
A declaração foi feita em um pronunciamento oficial em vídeo, no qual Padrino López apareceu cercado pelo alto comando das Forças Armadas. O ministro classificou a ação norte-americana, iniciada na madrugada de sábado (3), como um “ato de barbárie” e uma violação direta da soberania nacional.
Detalhes do ataque e baixas venezuelanas
Embora o governo venezuelano ainda não tenha divulgado um número oficial e preciso de mortos, relatos da imprensa internacional e declarações do exército sugerem um cenário de devastação em pontos estratégicos de Caracas.
- Vítimas: Padrino mencionou a morte de soldados, soldadas e “cidadãos inocentes”. Informações colhidas por jornais americanos estimam que cerca de 40 pessoas podem ter morrido durante a incursão.
- Alvos: A operação, que utilizou cerca de 150 aeronaves partindo de 20 bases diferentes, atingiu o complexo militar Fuerte Tiuna, o Quartel de la Montaña e a Base Aérea de La Carlota.
- Estado de Maduro: O ex-presidente e a primeira-dama, Cilia Flores, já foram transferidos para o Centro de Detenção Metropolitano (MDC) no Brooklyn, em Nova York. Maduro enfrenta acusações de narcoterrorismo e conspiração para importação de cocaína.
Reações e Governo Interino
Em meio ao vácuo de poder, a estrutura chavista tenta se reorganizar enquanto os militares reafirmam lealdade às instituições venezuelanas, apesar da captura de seu líder máximo.
- Presidência Interina: As Forças Armadas reconheceram a vice-presidente Delcy Rodríguez como presidente interina da Venezuela.
- Apelo à Calma: Padrino López instou a população a retomar as atividades econômicas e educativas nos próximos dias, pedindo que os cidadãos não cedam à “guerra psicológica” ou ao medo.
- Posição Internacional: O governo brasileiro, representado pela ministra interina Maria Laura da Rocha, reconheceu a legitimidade de Delcy Rodríguez no cargo vago. Em contrapartida, uma nota conjunta de países como México, Chile e Colômbia alertou para os riscos de desestabilização regional e rejeitou o uso da força.







